Município de Bragança aposta nas máscaras e na gastronomia para atrair turistas

Foto: Igor Martins/Arquivo
Bragança volta a ser capital dos rituais ligados às tradições de inverno típicas do Nordeste Transmontano, juntando a Mascararte - XII Bienal da Máscara e o festival do Butelo, Casulas & Caretos entre 12 e 17 de fevereiro.
"Queremos afirmar Bragança como capital ibérica da máscara", explicou a presidente da câmara, Isabel Ferreira, esta terça-feira, durante a apresentação da iniciativa. "Queremos afirmar Bragança como capital ibérica da máscara", acrescentou a autarca.
A Mascarate evento que agrega exposições, conferências e um desfile com mil participantes, no dia 14, terminando com a queima do mascareto gigante em frente ao castelo, já é uma "marca identitária" do concelho que "chega às raízes antropológicas deste povo, que importa preservar", destacou Luís Canotilho, professor e investigador da Escola Superior de Educação de Bragança (ESEB).
A bienal nasceu há 24 anos e tem-se consolidado no panorama cultural ibérico contribuindo para a manutenção e o ressurgimento de grupos de caretos no concelho, onde atualmente existem 12 e 37 no distrito de Bragança. A bienal incluiu uma série de iniciativas, desde exposições de máscaras e trajes de cinco países (Portugal, Espanha, Médico Perú, EUA) , artesãos a trabalhar ao vivo, conferências e apresentação de livros.
De 13 a 17 de fevereiro, o Festival do Butelo e das Casulas, promove este prato típico da gastronomia brigantina, bem como outros produtos locais. A feira conta com 54 expositores, mais doze do que no ano passado, e mais 750 metros quadrados de área expositiva na tenda a instalar na Praça Camões, com espaço para restauração e demonstrações de culinária.
O município investe 170 mil euros na organização das Tradições de Inverno da qual se espera um impacto muito grande na atração de pessoas, de dentro e de fora da região.
