
Entre os problemas identificados está o assoreamento do rio
Foto: Ana Peixoto Fernandes
Os municípios da fronteira do rio Minho apelam ao entendimento entre os governos português e espanhol para resolução de vários problemas que afetam, atualmente, aquele curso internacional de água.
Em causa estão o assoreamento do rio, acentuado na zona da foz em Caminha, o seu impacto na navegabilidade e na segurança da pesca e turismo, a proliferação de espécies exóticas invasoras e a gestão dos caudais transfronteiriços.
O Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) do Rio Minho deu voz à tomada de posição daqueles municípios, tendo em vista a realização da próxima Cimeira Luso-Espanhola, agendada para 29 de janeiro.
"Os autarcas dos municípios banhados pelo rio Minho exigem uma gestão conjunta e coordenada do troço internacional e reclamam respostas urgentes dos Governos de Portugal e de Espanha para problemas que se agravam no terreno", afirma a AECT num comunicado divulgado esta sexta-feira, onde refere "a ausência de uma resposta eficaz para problemas estruturais" que afetam o rio.
"Os municípios das duas margens alertam que a fragmentação institucional e a falta de coordenação entre entidades continuam a impedir respostas eficazes no terreno, apesar da gravidade e persistência dos problemas identificados", indica aquela entidade, destacando a necessidade de os países assumirem os problemas ambientais do rio Minho como prioridade na XXXVI Cimeira Luso-Espanhola.
"O território está unido e fala a uma só voz", afirmam os municípios, defendendo que "o rio Minho exige respostas conjuntas, estruturadas e urgentes".

