
Visita ao canil
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O presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Luís Nobre, declarou esta segunda-feira que a obra o futuro Centro de Acolhimento e Bem-Estar Animal do município, que foi alvo de um incêndio há dois dias, foi retomada e deverá ficar concluída até ao final do ano
O autarca visitou a empreitada e, juntamente com o empreiteiro, avaliou os prejuízos causados pelo fogo "em cerca de 50 mil euros". Adiantou que o incêndio está a ser investigado pela Polícia Judiciária e que "apesar do revés, a construção do Centro de Acolhimento já foi retomada e a obra deverá estar concluída até final deste ano".
A estrutura para acolher cães e gatos, está a ser construída num terreno com mais de 4000 metros quadrados, situado na rua da Portela, na freguesia de Cardielos. O investimento da autarquia ronda 370 mil euros.
Recorde-se que o equipamento foi atingido pelo fogo no passado sábado de manhã, vem sendo contestada pela população. Já foi apresentada por moradores uma ação no Tribunal Administrativo de Braga contra a construção daquele equipamento para acolhimento de cães e gatos. E também já correu entre a população um abaixo-assinado pelas mesmas razões.
Atos repudiados
No sábado, a Câmara de Viana, tornou pública uma nota em que "repudia veementemente os atos praticados contra aquele que é o património de todos". "O incêndio no Centro de Acolhimento e Bem Estar Animal de Viana do Castelo, em construção na União de Freguesias de Cardielos e Serreleis, é uma infraestrutura de apoio fundamental e este é um revés que, no entanto, não irá fazer diminuir a vontade dos vianenses em criar condições para os animais errantes", referiu.
O presidente da Câmara disse à Lusa que "as informações que recolheu junto do comandante dos Bombeiros Sapadores e, do empreiteiro responsável pela obra apontam para a inexistência de qualquer fonte de calor externa que pudesse originar o fogo".
"Vamos aguardar pela conclusão da investigação. Se apontar para fogo posto vamos apresentar queixa ao Ministério Público para que sejam encontrados os autores materiais deste incêndio", garantiu Luís Nobre, considerando que "as pessoas escolheram a pior forma de manifestar a sua posição. Lamento a forma de fazer vencer a sua oposição ao equipamento, destruindo património que é de todos".
Referiu que o incêndio "vem atrasar a concretização de um anseio com muitos anos" de dotar a capital do Alto Minho de "um equipamento para acolher, tratar e promover a adoção de animais errantes".
Em janeiro, durante uma reunião camarária, Luís Nobre informou o executivo municipal da existência de um abaixo-assinado que, localmente, contesta a construção do equipamento em Cardielos, mas garantiu que "o projeto cumpre a lei".
E disse "não perceber a dificuldade de aceitação do local, quando a escolha do terreno foi feita, com acompanhamento da Junta de Freguesia, com todo o cuidado para garantir o distanciamento aos aglomerados populacionais e para que fosse o menos conflituoso possível".

