
Interior da casa, situada na freguesia do Muro, ruiu na totalidade
Foto: Trofa TV
Apelo nas redes sociais para ajudar família levou à doação de vários bens, depois do incêndio que matou um morador e destruiu uma casa na freguesia do Muro, na tarde de terça-feira. A Câmara da Trofa está à procura de soluções habitacionais e garante estar disponível para assegurar apoio ao arrendamento.
Ricardo Silva jamais imaginou a enorme onda de solidariedade que se levantaria na Trofa, quando desafiou os membros do Futebol Clube de S. Romão, a que preside, a ajudar a família do massagista da equipa, Carlos Teixeira, cuja vida o fogo levou na terça-feira, juntamente com a casa onde morava com os pais, irmão, cunhada e sobrinho, um menino de cinco anos.
"Fiz um apelo no clube, mas publicaram no Facebook e isto tomou proporções gigantescas. Não estava à espera", confessa, ao JN, o líder da associação em que Carlos Teixeira, de 44 anos e conhecido como "Primo", colaborava. "Temos gente de Leiria a querer ajudar com dinheiro", admira-se Ricardo Silva, adiantando que "já estão asseguradas roupas e comida". Amigos da família pedem brinquedos para a criança, que "gosta de animais e da Patrulha Pata".
"Já conseguimos muitas coisas para a família, e agora estamos em stand-by em relação à casa", aponta o dirigente do F. C. S. Romão", referindo que "é necessário perceber quais vão ser as necessidades" numa futura nova morada.
Trabalham no campo
Com a habitação, uma casa de lavoura antiga no Muro, devorada pelas chamas até ruir, a família perdeu tudo e foi acolhida temporariamente por parentes.
Contudo, "a Câmara da Trofa está a acompanhar a família no sentido de encontrar uma solução, até porque a casa [que ardeu] não é propriedade deles", como refere, ao JN, o presidente da autarquia.
"Falei com o presidente da junta e já estamos no terreno, à procura de soluções para pôr à disposição da família", revela Sérgio Araújo. Uma delas "passa por procurar habitação na própria freguesia, perto ou relativamente perto" do local onde moravam, sendo que a câmara "estará disponível para assegurar o apoio ao arrendamento".
Porém, sublinha o autarca, "é preciso, acima de tudo, perceber qual é a vontade deles", uma vez que "são pessoas que vivem do trabalho diário no campo", o que os pais de Carlos, muitas vezes ajudados por ele, faziam nos terrenos adjacentes à casa.
"É uma situação muito complexa e, neste momento, o importante é respeitarmos o luto, até porque ainda não houve funeral", lembra o autarca.
