
Edil diz que o novo PDM prevê aumento de 30% da área de construção
Foto: Câmara de Braga
Vereadores independentes, do PS/PAN e da IL justificaram voto com dúvidas. Autarca critica "taticismo".
A Câmara de Braga chumbou esta segunda-feira a proposta de terceira revisão do Plano Diretor Municipal (PDM), com seis votos contra e cinco a favor. O documento voltará a ser deliberado na segunda-feira, numa sessão extraordinária, depois de esclarecidas dúvidas dos vereadores da oposição, que admitiram alterar o sentido de voto.
O chumbo foi motivado pela posição desfavorável dos três representantes do movimento independente Amar e Servir Braga, dos dois do PS/PAN e do único da Iniciativa Liberal. A favor, além dos três eleitos da coligação PSD/CDS/PPM, votaram a vereadora Catarina Miranda e o vereador do Chega.
"Que fique claro que havia condições técnicas e políticas para fazer a aprovação do PDM", disse o presidente da autarquia, João Rodrigues (PSD), após um longo período de troca de argumentos com a oposição, sobretudo quanto ao processo de agendamento de reuniões prévias para esclarecer dúvidas, uma vez que não foi encontrada uma data que agradasse a todos os eleitos.
Segundo o autarca, o chumbo deveu-se a um "taticismo político" dos eleitos que votaram contra, "para se poder dizer que o presidente da Câmara não cumpriu a promessa eleitoral que fez". "O presidente da Câmara cumpriu essa promessa no momento em que tinha o PDM pronto. A esta hora, repito, nada impedia que fosse aprovado", afirmou.
Do lado da oposição, o vereador da IL, Rui Rocha, disse que subsistem dúvidas sobre a "dimensão real" da área de construção, nomeadamente em cada freguesia, assim como quanto à ocupação e utilização de terrenos agrícolas, uma ideia que enfatizada por Pedro Sousa (PS) e Ricardo Silva (Amar e Servir Braga). "Temos a obrigação de votar de forma esclarecida, absolutamente ciente e com maturidade", apontou o socialista.
João Rodrigues garantiu que essas dúvidas "podem ser esclarecidas numa tarde" e adiantou que o PDM será votado novamente na segunda-feira. Segundo o autarca, a área de construção global aumenta 30%.

