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As roscas [um bolo típico de forma redonda] foram confecionadas pelos 10 mordomos deste ano, durante dois dias
Foto: Glória Lopes
Mais de duas centenas de roscas decoraram, este ano, o charolo da Festa de São Gonçalo, que se realizou este sábado na aldeia de Outeiro, no concelho de Bragança.
Trata-se de uma festa única no distrito de Bragança, com momentos tradicionais recriados. "Está cada vez mais viva. As roscas [um bolo típico de forma redonda] foram confecionadas pelos 10 mordomos deste ano, durante dois dias, para enfeitar o charolo, que é um andor preenchido na totalidade, bem como os cinco ramos, o que requer muitas horas de trabalho", explicou Rui Caseiro, um dos responsáveis pela organização.
A festa terá surgido no século XVIII como promessa de gratidão a São Gonçalo por curar uma epidemia que afetou o gado.
Este ano, foram necessárias quatro sacas de farinha com 50 quilos e dezenas de dúzias de ovos para confecionar as roscas. "As pessoas da aldeia participam com muito carinho na organização da festa, sobretudo os jovens, que aderem bem e gostam", acrescentou Rui Caseiro.

Foto: Glória Lopes
Depois de, durante a manhã, ter sido celebrada uma missa na Basílica de Outeiro, seguida da procissão com o charolo, à tarde decorreu a arrematação das roscas, um leilão onde cada bolo foi comprado por valores entre os 25 e os 30 euros. Esta fase foi antecedida pela dança da rosca, em que homens, segurando uma rosca, bailam com as mulheres e, ao cruzar-se, batem com os respetivos traseiros. "É uma dança muito específica e tradicional de Outeiro", notou Caseiro.
À noite realiza-se a pandorcada, um cortejo noturno pelas ruas da aldeia, em que os participantes vão de porta em porta, com música e dança. "Em cada casa as pessoas oferecem comes e bebes", referiu Rui Caseiro, salientando "a partilha entre a população e os visitantes" como um dos aspetos mais interessantes da Festa de S. Gonçalo.
