Outra imagem do Porto: pandemia atirou mais pessoas para as ruas
Basta circular pelas ruas da cidade do Porto para se perceber que locais que até 2020 estavam desocupados de pessoas em situação de sem-abrigo integram agora um bilhete postal cada vez mais caracterizado de cobertores e lixo.
No último inquérito realizado pela Estratégia Nacional Para a Integração de Pessoas em Situação de Sem-Abrigo (ENIPSSA), em finais de 2020, existiam 590 pessoas em situação de sem-abrigo, das quais 398 na condição de sem casa e 192 na condição de sem teto. O desemprego de longa duração, o consumo de substâncias psicoativas, a rutura com a família e o aumento das perturbações do foro da saúde mental são fatores que estão na origem desta condição de sem-abrigo.
No entanto, a Câmara do Porto afirma que, ao contrário da perceção que existe em quem circula pelas ruas, a população de sem-abrigo não aumentou. Cristina Pimentel, vereadora da Ação Social fez um balanço pós-pandemia e concluiu que "na cidade do Porto não se verificou um aumento do número de pessoas em situação de sem-abrigo, ao contrário do que se tem verificado noutros centros urbanos onde o fenómeno se tem intensificado".
Leia no domingo a reportagem completa na edição do Jornal de Notícias
