Parte das ameias da Torre do Castelo de Beja ruiu há 11 anos. Recuperação custou meio milhão de euros

A recuperação custou 500 mil euros
Foto: Teixeira Correia
Numa tarde chuvosa do dia 13 de novembro de 2014, pelas 17.30 horas, parte das ameias da varanda da Torre de Menagem do Castelo de Beja caiu. Apesar do aparato e do estrondo, não houve feridos a registar, já que o acesso à torre se faz, diariamente, às 16 horas.
Na altura, uma testemunha que estava do outro lado da rua, junto ao seu carro, contou ao JN que "ouviu um barulho tipo trovão" e que caíram algumas pedras. "Apanhei um susto tremendo", notou.
Para evitar acidentes, a Câmara Municipal de Beja vedou o acesso ao espaço interior do castelo, fechou o posto de turismo, a cafetaria e o espaço exterior junto às muralhas.
Em 2010, houve uma forte "troca de galhardetes" entre o Executivo do PS, liderado por Jorge Pulido Valente, e a oposição da CDU, sob a batuta do vereador Miguel Ramalho, a propósito do "perigo de ruína iminente" de parte da Torre de Menagem.
Os socialistas disseram que o monumento "não tinha tido as intervenções de manutenção adequadas", por seu turno, os comunistas garantiram tratar-se de uma "acusação disparatada", baseando-se em declarações da Direção Regional da Cultura do Alentejo, que assegurou que "não foram identificadas situações de perigo imediato ou de ruína iminente".
Obra de recuperação custou 500 mil euros
Vinte meses e meio milhão de euros depois, o acesso à Torre de Menagem do Castelo de Beja, uma construção do século XIV, do reinado de D.Diniz, reabriu ao público.
Depois de subir os 183 degraus que permitem chegar ao topo da torre, com 38,80 metros, João Rocha, presidente da Câmara de Beja, que sucedera a Pulido Valente, realçou que a degradação de alguns setores da torre "levou a avançar com uma intervenção mais aprofundada", revelando que, apesar dos 260 mil euros da candidatura inicial, foram investidos cerca de 500 mil euros, "que conferem novas e melhores condições de segurança para os visitantes".
