Populismo desvaloriza formação superior para atacar a Universidade e desacreditar a Ciência

Pedro Arezes, no reitor da Universidade do Minho
Foto: Miguel Pereira
Forjado no Minho, Pedro Arezes ganhou têmpera com experiências na Universidade de Delft, nos Países Baixos e no MIT, o Massachusetts Institute of Technology, nos EUA. O novo reitor da Universidade do Minho nasceu em 1972, em Barcelos, onde fez os estudos secundários, antes de ingressar num percurso académico na UMinho, da licenciatura ao doutoramento, com um mestrado em Engenharia Humana pelo meio. Vive em Guimarães e foi o primeiro da família a fazer uma licenciatura. Depois, mestrado e doutoramento.
Numa altura que há algum sentimento de desconfiança em relação ao Ensino Superior, acredita que ainda é um elevador social?
Creio que ainda é. O que temos é um desafio maior no ensino superior, a ideia que se vai passando por fenómenos mais de extremismo e polarização, populistas, digamos assim, que põem em causa o papel da ciência, e com isso as universidades. Uma forma de atacar diretamente a ciência é atacar as universidades, e uma forma de desacreditar as universidades é dizendo que as suas formações deixam de ter relevância. Esse é um desafio que temos, de proteger este ativo, mostrar às famílias que a universidade não só continua a ser um elevador social com grande valor pelos diplomas, mas, sobretudo, para reforçar o valor que a nossa formação representa do ponto de vista social, de construção de uma sociedade também.

