Professores de Vila do Conde levam a música clássica "a todos, todos, todos"

Foto: André Rolo
A igreja está cheia de olhos curiosos. Novos e velhos pouco habituados a esta azáfama na "casa do Senhor", ali, na pequena freguesia de Arcos (Vila do Conde), que conta pouco mais de 800 habitantes. No altar feito palco, há nove músicos. A viagem vai começar: chega Schubert e a sua incontornável "Avé Maria", Händel e Cleópatra, a "Mattinata" que Pavarotti popularizou, Giacomo Puccini, o espiritual negro de John Newton e até Offenbach e o seu pequeno gnomo "Kleinzach". No final, a centena que assistiu aplaudiu de pé. Agradeceu a música, as histórias e as curiosidades contadas à mistura, a coragem de "descentralizar".
Foi a estreia do Aquaeductus Ensemble na freguesia, que, em março, pôs fim ao "casamento forçado" com Rio Mau. Foram 25 concertos em pouco mais de um mês. O coletivo de professores do Conservatório de Música de Vila do Conde levou a música clássica a todas as freguesias do concelho e o projeto, iniciado em 2021, é cada vez mais "um sucesso".

