
Falta de uma solução para a rede Unir em Gaia é uma das críticas do PS
Foto: Amin Chaar
O PS vai abster-se, esta sexta-feira, na votação do Orçamento da Câmara de Gaia para 2026, que totaliza 328,7 milhões de euros. Os socialistas consideram que o plano da coligação PSD/CDS-PP/IL, liderada por Luís Filipe Menezes, "é insuficiente, pouco ambicioso e falha em responder aos desafios reais do concelho". A falta de uma solução para a Unir e o corte do apoio ao cartão Andante Municipal 3.ª Idade estão entre as críticas apontadas.
Para o PS/Gaia, "trata-se de uma proposta que não merece o voto favorável". Os socialistas esclarecem que "importa repor a verdade quanto à narrativa do investimento e das obras em curso" e que "a esmagadora maioria das grandes intervenções apresentadas para 2026 como marca do atual executivo resulta de planeamento, candidaturas, projetos e decisões tomadas por anteriores executivos do PS".
"São disso exemplo a construção do novo Centro de Saúde dos Carvalhos, a reabilitação da Avenida Vasco da Gama em Arcozelo, a reabilitação de escolas básicas e secundárias, os projetos de habitação pública de renda acessível em Pedroso, Mafamude, Madalena e Grijó, as piscinas da Lavandeira e de Maravedi e a reabilitação da Praceta 25 de Abril, além da nova linha de metro Rubi", concretizam.
"Tudo isto foi possível graças a uma herança de boas contas e visão estratégica deixada pelo PS. O Orçamento apresentado para 2026 é financiado por mais de 50 milhões de euros de verbas PRR e PT2030 conquistadas na gestão anterior", é sublinhado.
As críticas são várias. "Apesar dessa base sólida, o Orçamento falha na resposta a dimensões essenciais. Desde logo, pela opção de não reduzir o IMI. Soma-se a trapalhada em torno do IRS municipal, marcada por avanços e recuos. Acresce a ausência de uma estratégia concreta para a redução da fatura da água, saneamento e resíduos", explica-se.
E somam-se outras razões: "O documento não apresenta qualquer solução para a UNIR, continuando a empurrar problemas para os utentes. Caiu a promessa eleitoral das 4.000 habitações públicas até 2029. O corte do apoio ao cartão Andante Municipal 3.ª Idade / ViverGaia+65 representa um retrocesso inaceitável no acesso ao transporte público e coletivo e um duro golpe nas políticas sociais".
A concluir, o PS/Gaia diz que "não acompanha opções erradas nem compactua com recuos sociais, mas também não abdica do seu sentido institucional". Assim sendo, "e para não bloquear a gestão municipal, o PS opta pela abstenção, dando um sinal de responsabilidade e, ao mesmo tempo, esperando que o executivo futuramente atenda às preocupações" elencadas.

