
Câmara diz que quartel do Ouro, no Porto, não é nem será municipal
Ivo Pereira / Global Imagens
O vereador do Urbanismo da Câmara do Porto, Pedro Baganha, esclareceu, esta segunda-feira, que o quartel do Ouro, tomado pela droga, "está na posse da Defesa". O desenvolvimento de uma solução relacionada com a habitação acessível será da responsabilidade do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU).
O quartel em causa, reforça Pedro Baganha, "não é nem virá a ser do Município". A Câmara do Porto enviou a 26 de janeiro uma carta ao Ministério da Defesa a pedir a adoção de medidas para resolver o "grave problema de segurança" do Quartel de Manutenção Militar e da Casa da Superintendência, espaços frequentados por toxicodependentes.
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"Como está devoluto, tem estado ocupado por cidadãos que não o devem ocupar e foi nesse sentido que se fez o alerta", clarifica o vereador. O edifício, reafirma, "está na posse da Defesa e passará para a competência do IHRU o desenvolvimento de uma solução urbanística relacionada com habitação acessível nesse quartel".
Na missiva, citada pela Lusa, o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, afirma que, apesar das "sucessivas intervenções por parte dos serviços municipais", os obstáculos colocados para impedir o acesso aos edifícios "foram vandalizados" e os espaços "continuam a ser frequentados por toxicodependentes".
"A verdade é que tem vindo a agravar-se o clima de insegurança que se vive na zona", afirma Rui Moreira, acrescentando que os edifícios, que estão devolutos, "têm vindo a ser ocupados por toxicodependentes" e, mais recentemente, "de forma premente, na sequência das recentes intervenções policiais de desmantelamento dos acampamentos de droga na zona da Pasteleira".
