
Bombeiros de Lisboa têm no local seis viaturas e 15 elementos
Fotos: António Pedro Santos / Lusa
A parede lateral de um prédio na Rua de Campo de Ourique, em Lisboa, caiu este sábado ao início da tarde, atingindo um carro, mas não foram registadas vítimas, confirmou fonte do Comando Metropolitano da PSP.
A queda integral da parede deixou as habitações "a descoberto".
À agência Lusa, a fonte adiantou que a Rua de Campo de Ourique se encontra fechada ao trânsito para a remoção dos destroços.
O alerta foi dado às 13.25 horas, segundo o Regimento de Sapadores de Bombeiros de Lisboa, que tem no local seis viaturas e 15 elementos.
A diretora do Serviço Municipal de Proteção Civil explicou à Lusa que os únicos habitantes do prédio não se encontravam em casa, mas existem outras 15 frações indiretamente afetadas, onde vivem 35 pessoas e que se localizam numa vila nas traseiras do número 85, através do qual é feito o acesso à via pública.
Até ao momento, ainda não foi permitida a saída às pessoas que se encontravam em casa no momento da derrocada e aquelas que chegaram entretanto estão a ser acompanhadas pelos bombeiros para conseguirem entrar através de uma passagem pelo prédio ao lado.
Para já, estão em curso os trabalhos de limpeza e depois serão avaliadas as condições de segurança, explicou Margarida Castro Martins, sublinhando que ainda existe perigo de derrocada.
Em função da avaliação das condições de segurança é que será decidida a necessidade de realojar, e de que forma, os moradores afetados.
Em declarações aos jornalistas no local, o chefe de operações do Regimento de Sapadores de Bombeiros de Lisboa José Caetano admitiu que o colapso da parede lateral do prédio possa ter sido provocado por obras que estão a decorrer no terreno adjacente, hipótese levantada também pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, que estava a passar na rua no momento da derrocada.
Moradores afetados não serão realojados
Os 35 moradores da vila nas traseiras do prédio em Lisboa onde caiu a parede lateral não serão realojados, segundo fonte da Proteção Civil, que adianta que a eletricidade foi restabelecida e a rua será aberta em breve.
O desabamento deixou os únicos dois moradores do prédio desalojados. Segundo a diretora do Serviço Municipal de Proteção Civil, o casal, que não se encontrava em casa, vai ficar em casa de familiares.
Além dos moradores do prédio, existem outras 15 frações indiretamente afetadas, onde vivem 35 pessoas, e que se localizam numa vila nas traseiras do número 85, através do qual é feito o acesso à via pública.
De acordo com Margarida Castro Martins, após os trabalhos de limpeza, concluídos ao final da tarde, aquele acesso ficou interdito, mas as pessoas poderão aceder à vila através de um outro prédio.
A energia nas 15 habitações também já foi restabelecida e a rua, cortada ao trânsito após a derrocada, será aberta em breve.
Na segunda-feira, os serviços técnicos da Câmara Municipal de Lisboa farão uma visita ao local "para avaliar os próximos passos".
O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, que estava a passar na rua no momento da derrocada, afirmou que as responsabilidades têm de ser apuradas e apontou o possível impacto de obras num terreno adjacente.
"É muito perigoso. Tivemos muita sorte, mas isto é muito grave, a responsabilidade tem de ser apurada", sublinhou, admitindo que o colapso da parede lateral do prédio possa ter sido provocado por obras que estão a decorrer no terreno adjacente, numa altura em que "o solo ainda está muito frágil" na sequência das chuvas das últimas semanas.
Os destroços atingiram uma viatura, mas não houve registo de feridos.
