Redução de horários nos balcões do Crédito Agrícola em Parada e Chacim preocupa autarcas

A autarquia foi informada pela direção do Crédito Agrícola da decisão
Foto: Arquivo
O novo ano trouxe a redução dos horários de funcionamento dos balcões de atendimento da Caixa de Crédito Agrícola de Parada de Infanções, no concelho de Bragança, e de Chacim, em Macedo de Cavaleiros. Os casos preocupam a população e os autarcas das duas juntas de freguesia.
O balcão de Parada, que funcionava cinco dias por semana, passou a abrir só dois dias, às terças e quintas-feiras. O de Chacim, que abria à segunda-feira, de manhã e de tarde, passou a funcionar só à quarta-feira de manhã, entre as 8.30 horas e os 12 horas.
O presidente da junta de Parada, Hervé Gonçalo, explicou que a autarquia foi informada pela direção do Crédito Agrícola da decisão, mas que a redução do horário de atendimento prejudica não só esta aldeia, mas outras limítrofes, cujos habitantes se deslocam ali para tratar dos assuntos bancários. "Dizem que não existem movimentos suficientes e que o rácio de afluência de clientes não justifica o balcão estar aberto cinco dias por semana", referiu o autarca ao JN.
Ainda segundo Hervé Gonçalo, este era o único balcão da Caixa Agrícola instalado numa aldeia no concelho de Bragança que funcionava toda a semana, além de servir muitas outras localidades, como Faílde, Paredes, Carocedo, Grijó, Freixedelo, Coelhoso, Pinela e Paradinha Nova. "Há algumas empresas aqui na zona e instituições de solidariedade social. Duas vezes por semana parece-me insuficiente, mas trata-se de um banco privado", acrescentou.
Na localidade ficará o multibanco, mas Hervé Gonçalo diz que muitos idosos e outros clientes preferem o atendimento ao balcão. "As pessoas terão de se deslocar a Bragança e isso implica viagens e gastos", vincou o autarca, que considera que a medida "é uma questão de gestão própria" por parte da entidade bancária. "Nós aqui da junta de freguesia vamos fazer uma reunião para informar a população das alterações que a Caixa Agrícola decidiu. A nós foi-nos transmitida pela entidade bancária", indicou Hervé Gonçalo.
Faz falta "principalmente aos mais velhos"
Os mais velhos são os mais preocupados. "Faz muita falta aos idosos que agora não precisam de se deslocar", explicou Paulino Pássaro, habitante de Parada.
Já Abílio Ortega, que é utilizador regular do multibanco, discorda da redução do horário do balcão. "A aldeia é grande e, além disso, aqui à volta há muitas mais que também eram clientes deste banco. Acho que faz falta principalmente aos mais velhos, que não tem transporte para ir a Bragança. Se precisarem de algo urgente é mais complicado. O autocarro vai de manhã e vem à noite. Uma pessoa idosa como é que há de estar todo o dia em Bragança", referiu o habitante.
A presidente da junta de freguesia de Chacim, no concelho de Macedo de Cavaleiros, foi confrontada com a decisão de redução do horário por parte da Caixa de Crédito Agrícola. "Disseram que eram ordens do Banco de Portugal", referiu a autarca, criticando a situação. "Ter um serviço mais limitado é sempre mau e causa constrangimentos aos clientes do banco, que terão de vir resolver os seus assuntos só numa manhã", vincou Andreia Eugénio.
O banco servia várias aldeias vizinhas de Chacim, como Olmos, Peredo, Lombo e Castro Vicente (Mogadouro). Na freguesia, há quatro empresas instaladas que também podem ser prejudicadas.
A junta de freguesia de Chacim vai expor o assunto e os constrangimentos que daí advém por escrito ao Banco de Portugal.
