
O objetivo da operação é apoiar a população nesta conjuntura de restrições, quando há limitações à circulação
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As cantinas das escolas encerradas em Gondomar vão servir para preparar refeições que serão distribuídas aos que precisam de apoio ou não podem sair de casa devido à Covid-19, numa operação municipal que arranca esta segunda-feira e inclui ajuda para pequenas tarefas, como compra de alimentos e medicação.
A iniciativa da Câmara de Gondomar, em colaboração com as juntas de freguesia e as instituições particulares de solidariedade social (IPSS), destina-se aos grupos de risco e à população mais vulnerável, como por exemplo idosos e pessoas com deficiência, entre outras situações devidamente avaliadas.
Para o projeto desenvolvido no âmbito da rede social do concelho, IPSS e juntas que fazem apoio direto vão ter ajuda do Município no abastecimento de combustível para as suas viaturas.
O objetivo da operação é apoiar a população nesta conjuntura de restrições, quando há limitações à circulação no âmbito do estado de emergência, várias famílias em quarentena, munícipes em tratamento domiciliário e outros a viverem isolados, sem qualquer apoio familiar.
Quase 40 infetados
Além disso, já foram criados circuitos para a recolha personalizada de resíduos no caso das habitações que têm pessoas infetadas. Os últimos dados apontavam para 37 infetados no concelho. Recorde-se que as orientações nacionais são para que o lixo produzido por doentes ou quem lhes presta auxílio seja posto no contentor comum, mas com regras.
As medidas que estão a ser lançadas em Gondomar baseiam-se no levantamento das necessidades que o Município tem vindo a realizar. Além disso, foi criada uma central logística para cedência de equipamento de proteção, como batas, fatos, luvas, máscaras, óculos de proteção, desinfetantes e espumas de limpeza. Foram já entregues mais de seis mil artigos de proteção às cinco corporações de bombeiros e à Cruz Vermelha, no valor de cinco mil euros.
Entretanto, começa segunda-feira a entrega de material de proteção às forças de segurança e IPSS da rede social.
Para o levantamento das necessidades, estão a ser realizados contactos telefónicas individuais com as pessoas inscritas no programa "Idade d' Ouro", que integra cerca de 18 500 pessoas com mais de 60 anos. O objetivo é também identificar a existência ou não de retaguarda familiar.
Em simultâneo, foi remetido um ficheiro às entidades que integram a Comissão Municipal de Proteção Civil e Rede Social (juntas, forças de segurança, IPSS, Segurança Social, paróquias e conferências vicentinas) para identificação de outras situações que possam estar fora das listagens da Câmara. Do mesmo modo, também a nova linha de apoio ao munícipe está a ser usada para reunir informação.

