
Esta atualização implica a integração de dados recentes, histórico de ocorrências, impacto das alterações climáticas, novos padrões meteorológicos e a consideração de infraestruturas estratégicas
Foto: Miguel A. Lopes / Lusa
A Câmara de Santarém tem em curso a atualização do Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil (PMEPC), procurando integrar informações sobre as alterações climáticas e novos padrões meteorológicos, entre outros dados relevantes. O documento terá em conta as alterações na estrutura da Proteção Civil, para uma correta articulação entre todas as entidades.
O município, um dos vários que não constam do Sistema de Informação de Planeamento de Emergência (SIPE) implementado pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), tal como o JN noticiou anteriormente, garante que possui PMEPC e que o mesmo se encontra em vigor desde 2016.
Neste momento decorre o processo de atualização, que tem sofrido "ajustamentos devido às sucessivas alterações estruturais a nível nacional na área da Proteção Civil", como foi o caso da constituição dos Comandos Sub-Regionais. "O nosso plano foi adaptado para garantir a correta articulação com essas estruturas. No entanto, é do conhecimento público que poderão ocorrer novas alterações organizacionais a nível nacional, o que poderá novamente exigir ajustamentos formais ao documento", especifica a autarquia.
Atualmente o processo de revisão encontra-se na fase de "caracterização do risco, que constitui a base técnica estruturante de todo o plano". Neste campo serão tidos em conta aspetos como a caracterização territorial (demografia, uso do solo e infraestruturas críticas), a identificação e análise de riscos naturais, tecnológicos e mistos, a atualização da cartografia de risco e a identificação de vulnerabilidades críticas, nomeadamente lares, estabelecimentos de ensino, zonas industriais e interfaces urbano-florestais.
Esta atualização, acrescenta ainda a câmara, "implica a integração de dados recentes, histórico de ocorrências, impacto das alterações climáticas, novos padrões meteorológicos e a consideração de infraestruturas estratégicas, incluindo a articulação das comunicações ao nível das freguesias".
