
Hospital de campanha foi montado em dois pavihões da EB 2,3 S. Rosendo, em Santo Tirso
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Dois pavilhões da Escola EB 2,3 de S. Rosendo, em Santo Tirso, foram transformados num hospital de campanha, uma medida preventiva criada pela Câmara em parceria com o Centro Hospitalar do Médio Ave (CHMA) para fazer face à pandemia de Covid-19.
Com capacidade para 63 camas distribuídas por 11 enfermarias que foram montadas em salas de aula, o hospital de campanha vai ser gerido pelo CHMA, que engloba os hospitais de Santo Tirso e Famalicão e serve uma população de cerca de 250 mil habitantes residentes nos concelhos de Santo Tirso, Trofa e Famalicão.
As camas instaladas na escola estarão "disponíveis para receber, em situação de emergência, doentes referenciados pelo Serviço Nacional de Saúde, sob coordenação do Centro Hospitalar do Médio Ave e das autoridades de saúde", explica a Autarquia.
O presidente da Câmara de Santo Tirso, Alberto Costa, sublinha a importância de "adotar novas soluções e medidas, não de uma forma reativa, mas preventiva, para dar a melhor resposta possível às necessidades que se colocam no terreno", e "ter disponível um dispositivo que salvaguarde as reais necessidades no momento e as que são expectáveis no futuro".
O concelho de Santo Tirso dispõe ainda de cinco centros de acolhimento municipal, com um total de 300 camas, para dar resposta a casos de emergência de saúde pública que surjam no âmbito da pandemia de Covid-19. As estruturas estão preparadas para atender às necessidades das populações locais e de outros municípios do distrito do Porto.
Os centros foram instalados no pavilhão municipal, no centro da cidade, e nos pavilhões das escolas de Agrela (no Vale do Leça), D. Afonso Henriques (Vila das Aves), S. Martinho do Campo (na zona nascente do concelho) e no Instituto Nun'Alvres (em Além-Rio). Estão "destinados a acolher utentes, prestadores de cuidados e pessoal de apoio das instituições de solidariedade social que necessitem de apoio social em caso de emergência em território municipal e distrital", refere a Autarquia.
A Câmara tem também disponível um grupo de voluntários selecionado no âmbito da bolsa de voluntariado lançada conjuntamente com as juntas de freguesia, com o objetivo de "prestar apoio social a quem venha a necessitar de alojamento temporário nos cinco centros de acolhimento municipal em matéria de alimentação, cuidados de higiene e apoio psicológico".
"Os cinco centros de acolhimento municipal estarão disponíveis para apoiar a comunidade local e a comunidade do distrito do Porto, caso as autoridades de saúde e de proteção civil distrital e a Segurança Social necessitem de dar uma resposta a situações que exigem uma imediata resolução", destaca Alberto Costa.
