
Membros da delegação sindical estiveram à porta do Hospital de Viseu em protesto
Foto: Mariana Rebelo Silva / JN
O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) exige que sejam contratados mais profissionais de saúde para colmatar o encerramento da urgência pediátrica do Centro Hospitalar Tondela-Viseu (CHTV). Membros da delegação sindical estiveram presentes esta quarta-feira de manhã, à porta do Hospital de Viseu.
"Alargar os horários dos centros de saúde até às onze da noite não é solução. Das 23 horas às 8 da manhã o que é que acontece?", questiona Alfredo Gomes.
O SEP estima que faltem cerca de 80 enfermeiros no CHTV, onde continuam a existir 50 contratos de trabalho precários.
Alfredo Gomes afirma que a solução encontrada pela ministra da Saúde e o Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde (ULS) Viseu Dão-Lafões, de alargar os horários dos centros de saúde, para onde vão ser encaminhados os casos menos urgentes, vai "desfalcar os cuidados de saúde primários".
"Não é nada mais nada menos do que um Serviço de Atendimento Permanente (SAP), mas para abrir não mete pessoal. Qualquer solução que seja adotada vai ser, como se costuma dizer, tapar a cabeça e destapar os pés", alerta Alfredo Gomes.
O plano para o novo modelo de urgências pediátricas foi enviado para o gabinete do Ministério da Saúde pelo Conselho de Administração da ULS Viseu Dão-Lafões no fim do dia de segunda-feira, mas ainda não foi anunciado.
