Souto Moura: "Estação do TGV em Santo Ovídio seria uma trapalhada para o centro de Gaia"

O troço Porto-Oiã (Aveiro) tem uma extensão de 71 km. É a primeira fase da ambicionada ligação, por alta velocidade, entre as cidades do Porto e de Lisboa
Foto: Pedro Correia
O arquiteto Eduardo Souto Moura não tem dúvidas das vantagens da estação do TGV em Gaia ser à superfície, em Vilar do Paraíso, em comparação com a solução inicialmente anunciada da estação subterrânea, na zona de Santo Ovídio. "Seria uma trapalhada para o centro de Gaia", considera, levando em conta os contornos de uma obra a 60 metros de profundidade, depois a segurança dos passageiros e, no meio de tudo isto, os efeitos no já caótico trânsito gaiense.
O arquiteto, que é o autor do projeto para a possível estação em Vilar do Paraíso, assim como da estação em Campanhã, no Porto, também no âmbito do TGV, participou, esta sexta-feira, num debate promovido pela Ordem dos Engenheiros Região Norte, acerca da alta velocidade, em particular sobre o troço Porto-Oiã (Aveiro), que é o que está em cima da mesa. Nenhum dos oradores conseguiu quantificar o número de casas e de fábricas que terão que ir abaixo.

