
Alunos queixam-se de que a medida é insuficiente
Foto: Direitos Reservados
Medida da autarquia surge como resposta provisória aos problemas de empoçamento do piso, enquanto persistem as queixas relacionadas com a falta de coberturas no recinto escolar
A Câmara Municipal de Barcelos colocou tapetes de borracha nas instalações provisórias da Escola Secundária de Barcelinhos para mitigar o empoçamento do piso nas zonas de circulação, um dos principais problemas sentidos pela comunidade escolar em dias de chuva. Ainda assim, os alunos queixam-se de que a medida é insuficiente, uma vez que os tapetes permitem apenas a circulação de duas pessoas lado a lado, criando filas e dificultando o trânsito nos corredores durante os intervalos.
A intervenção, da responsabilidade da autarquia, surge como uma medida paliativa num contexto marcado por fortes críticas às condições existentes nos monoblocos instalados no quartel dos Bombeiros de Barcelinhos, onde a escola funciona enquanto decorrem as obras de requalificação. A inexistência de coberturas entre os blocos tem obrigado alunos, professores e assistentes operacionais a circular à chuva durante os intervalos e nas deslocações entre salas, situação que tem gerado desconforto, riscos para a saúde e um crescente clima de saturação.
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Como o JN noticiou, docentes e encarregados de educação chegaram a ponderar o boicote às aulas caso não fossem tomadas medidas urgentes. O delegado sindical da Federação Nacional da Educação (FNE), Paulo Cunha, tem sublinhado que o problema não reside nos contentores em si, mas na ausência de condições básicas de circulação, lembrando que a colocação de coberturas estava prevista no projeto inicial, mas nunca chegou a ser executada.
Alunos dentro das salas de aula em dias de chuva
A direção da Escola Secundária de Barcelinhos já tinha alertado a Câmara Municipal, em novembro do ano passado, para as dificuldades sentidas em dias de chuva, garantindo que o procedimento de contratação pública para a instalação das coberturas estava em curso. Até à sua concretização, a escola chegou a recomendar o uso de agasalhos e guarda-chuvas, soluções consideradas insuficientes pela comunidade educativa.
Entretanto, a própria direção foi obrigada a rever as regras relativas à permanência dos alunos nas salas durante os intervalos. Após episódios de mau uso de equipamentos e falta de recursos humanos para vigilância, foi inicialmente determinado que nenhum aluno poderia permanecer em sala sem acompanhamento. Contudo, face à previsão de chuva persistente e após ouvir pais, alunos e funcionários, passou a ser permitida, em caso de chuva intensa, a permanência em sala de aula ou a deslocação para o polivalente, desde que o espaço seja utilizado apenas como abrigo e respeitado.

