
Dulce Coelho percorre 203 quilómetros diariamente para dar aulas em Fermentelos
Foto: Maria João Gala
Professora Dulce Coelho, de Sátão, chegou a ponderar desistir da profissão porque sacrifícios não compensavam.
A palavra “desânimo” escapa com facilidade da boca de Dulce Coelho, 50 anos, professora de 1.º e 2.º ciclos na área de matemática e ciências da natureza. Para além de sentir que o “respeito” pela profissão que escolheu há três décadas se tem vindo a deteriorar, a perda de poder de compra é notória. Entre o ano letivo de 2006/07, quando esteve colocada em São Brás de Alportel, no Algarve, e 2023/24, esteve a “receber o mesmo”. Ou menos até, nos anos em que não conseguiu horário completo.
