
Zona centro é a mais afetada pelo mau tempo
Foto: EPA
Várias zonas do país estão incontactáveis, devido à depressão Kristin, que atingiu várias infraestruturas de telecomunicações, durante a madrugada desta quarta-feira. A zona centro é a mais afetada.
A tempestade que atingiu Portugal, durante a madrugada e a manhã desta quarta-feira, provocaram vários danos em infraestruturas de telecomunicações, deixando vários concelhos do país sem meios de comunicação. "Na sequência da depressão Kristin, a Vodafone confirma a existência de danos em infraestruturas de comunicação das redes móvel e fixa, nomeadamente múltiplos cortes de fibra, situação agravada por cortes de energia prolongados em algumas zonas do país", adiantou fonte oficial da Vodafone.
De acordo com a operadora, as ocorrências têm maior incidência na zona centro (litoral e interior). "A Vodafone ativou de imediato os seus mecanismos de continuidade de operação. As equipas técnicas estão a trabalhar, no terreno, na recuperação dos serviços com a maior celeridade possível", esclareceu a empresa de telecomunicações.
Também a MEO registou falhas de serviço em várias regiões do país, devido aos "cortes de abastecimento de energia elétrica. A empresa já "ativou, de forma preventiva, o seu plano de atuação de crise que prevê catástrofes naturais desta ordem, a fim de tentar mitigar os danos causados por esta intempérie", sendo que está "em contacto permanente com as autoridades, os municípios e com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), garantindo apoio contínuo e coordenação na gestão das ocorrências".
Leiria
O concelho de Leiria, um dos mais afetados pela depressão Kristin, está com vários problemas nos serviços. Nas redes sociais, a autarquia adiantou que "existem estradas cortadas, falhas no abastecimento de energia elétrica e perturbações nas telecomunicações, estando várias situações ainda em avaliação no terreno pelos serviços municipais e pela Proteção Civil".
Relatos da região descrevem dezenas de casas destelhadas, árvores caídas e cabos de telecomunicações cortados. "Neste momento existem muitos constrangimentos, nomeadamente no que diz respeito às comunicações, às vias de circulação, à distribuição de rede elétrica. Existem muitas árvores caídas a impedir a circulação rodoviária. Existe muita queda de estruturas e também, neste caso, a poder obstruir a circulação rodoviária e os diferentes acessos", afirmou Daniela Fraga, adjunta do Comando de operações nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).
A passagem da depressão Kristin pelo território português já provocou duas mortes, uma em Vila Franca de Xira, no distrito de Lisboa, e outra em Leiria, e foram registadas mais de 2600 ocorrências.

