O Programa de Apoio às Famílias que a Câmara de Vila de Rei iniciou em 1998 já permitiu ajudar 191 nascimentos e 93 casamentos, num investimento municipal superior a 230 mil euros.
Desde 1998, a autarquia iniciou dois programas de apoio ao casamento e ao nascimento, sendo atribuído um apoio financeiro de 748,20 euros por nascimento e 997,60 euros por cada casamento que se verifique no concelho.
Segundo a presidente da Câmara Municipal de Vila de Rei, Irene Barata, que afirma que o projecto da autarquia tem tido "resultados positivos", nos últimos dez anos "foram apoiados financeiramente 191 nascimentos e 93 casamentos perfazendo um investimento total global de 235.683 euros".
"A vertente multidisciplinar no apoio à família tem sido a nossa principal arma para combater e travar o processo de desertificação no concelho", afirmou.
"Os serviços da autarquia estão todos voltados para as políticas de apoio à família", disse Irene Barata, exemplificando, para além dos apoios ao nascimento e casamento, com os "transportes escolares gratuitos, transportes para a sede de concelho gratuitos, oficina doméstica [pequenos arranjos em habitações de pessoas com fracos recursos económicos], creche e Jardim de Infância gratuitos, Ocupação de Tempos Livres e Férias Desportivas gratuitos, Cartão Jovem e Cartão do Idosoque possibilitam um conjunto de descontos nos equipamentos colectivos, na factura da água, nas obras e nos medicamentos para doentes crónicos", entre outros.
"Este é um combate que requer muita persistência, mas também muita paciência", disse a autarca. "Em 1970, a população residente em Vila de Rei era de 6.209 habitantes e em 2001 já só era de 3.354".
"Tem sido um processo lento, mas nos últimos anos tem-se assistido a uma estabilização da população", disse, referindo que "de 1991 para 2001, houve um decréscimo de apenas 333 pessoas".
A autarca, eleita em 1990, apontou os "efeitos negativos da interioridade, a forte atracção que provém de áreas economicamente mais desenvolvidas, como a área de Lisboa, e a pouca oferta de trabalho altamente especializado", como os principais problemas a debelar.
"São problemas que temos vindo a dirimir, procurando formas inovadoras para manter as pessoas que já temos e atrair outras famílias", acrescentou.
Entretanto, noutra vertente, Irene Barata, sublinhou o projecto de captação de famílias brasileiras para residir e trabalhar no concelho, como sendo "um exemplo" de um projecto inovador, uma experiência que "começa a ter resultados".
"Das quatro famílias que integraram este projecto-piloto, uma encontra-se implantada num concelho limítrofe e a outra encontra-se devidamente adaptada na sociedade, tendo já nascido um filho em solo vilarregense, estando outro a caminho".
"É um projecto para continuar, caso a disponibilidade da mão-de-obra nacional escasseie, embora seja necessário ajustar alguns procedimentos, nomeadamente em termos do método de selecção das famílias", afirmou.
Segundo disse, "a elevação das condições de vida e a promoção do emprego, constituem-se como instrumentos fundamentais que, associados a uma política de cariz social onde se apoia a família em todas as suas vertentes, contribuíram para que hoje possamos dizer que se conseguiu travar o decréscimo acentuado da nossa população".
