
ULS do Baixo Alentejo promete liquidar a dívida até ao fim do mês
Foto: Teixeira Correia
A Unidade de Local de Saúde (ULS) do Baixo Alentejo ainda não pagou qualquer serviço prestado este ano a 13 associações humanitárias dos bombeiros voluntários do distrito de Beja. Uma das corporações tem a receber cerca de 40 mil euros referentes a janeiro e a fevereiro.
“Prestamos os serviços, temos despesas e não somos remunerados”, justificou fonte da corporação, contactada pelo JN. A ULS do Baixo Alentejo assume que “existe um atraso”, mas compromete-se a regularizar “em breve”.
Em causa está o facto do contrato-programa anual, a celebrar entre as partes e que especifica os serviços a pagar pela ULS (a esmagadora maioria é referente a transportes de e para o Hospital José Joaquim Fernandes, em Beja) ainda não ter sido enviado para os bombeiros. O documento deveria ter sido assinado até ao final de 2024.
Liquidado até dezembro
O último pagamento, efetuado pela ULS em fevereiro, foi relativo aos serviços prestados em dezembro último. Desde então, nada foi liquidado, apesar das direções das corporações terem enviado para o conselho de administração daquela unidade a listagem das missões feitas e dos encargos a receber. As corporações estão a passar por grandes dificuldades financeiras para pagar os vencimentos dos seus profissionais e os gastos com combustíveis, uma das grandes fatias das despesas.
Ao JN, a administração da ULS do Baixo Alentejo justificou que “a tramitação dos procedimentos de contratação atrasou-se ligeiramente, mas, em breve, estará a situação regularizada”, motivo pelo qual “pede desculpa”, sustentando que aquela unidade hospitalar trabalhará “para que esta situação fique regularizada até ao final do mês” de abril.
A ULS do Baixo Alentejo acrescentou que o assunto já foi discutido com a Federação dos Bombeiros, sabendo o JN que a conversa só ocorreu na tarde da passada terça-feira depois da administração daquela instituição ter sido questionada sobre os atrasos nos pagamentos. As direções das 13 corporações do distrito de Beja, exceto Odemira e Vila Nova de Milfontes, que fazem transportes para a Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano, reuniram-se esta semana, mas as associações humanitárias decidiram aguardar que a ULS do Baixo Alentejo cumpra o prometido.
