Últimos desalojados por derrocada em S. Martinho de Crasto já podem regressar a casa

Local onde ocorreu um aluimento de terras no dia 10 de fevereiro
Foto: Artur Machado
A última família desalojada por uma derrocada de grandes dimensões na freguesia de S. Martinho de Crasto, em Ponte da Barca, já recebeu sinal verde para regressar à sua habitação em segurança.
A autorização foi dada na quinta-feira por uma comissão técnica da Câmara Municipal de Ponte da Barca, quase três semanas depois da enxurrada de terra, pedras e água que destruiu uma casa e rasgou uma fenda gigante na encosta do lugar do Romeu, naquela freguesia. Vinte pessoas foram retiradas das suas habitações por precaução e ficaram alojadas em casa de familiares, mas foram regressando nos dias subsequentes.
Continuavam sem condições de voltar, um casal octogenário, a filha e o genro com dois netos, proprietários e residentes numa casa de paredes cor de rosa, que ficou intacta, mas que se encontra dentro da mesma propriedade da que ficou destruída. Receberam agora indicações de que podem regressar, mas com a circulação no local limitada a peões.
No mesmo concelho, em Vila Nova de Muía, duas pessoas que ficaram desalojadas devido a outra derrocada, mais recente, ainda não puderam regressar às suas habitações. Foram retiradas pela Proteção Civil, após "uma queda de um muro", que deixou a zona em "risco de ser atingida por deslizamentos de terras".

