A Câmara de Condeixa-a-Nova recuperou os antigos Paços do Concelho e transferiu para lá os seus serviços técnicos. A obra custou mais de um milhão de euros. Políticos e comerciantes acreditam que vai devolver o dinamismo a uma rua que "estava morta".
"Uma hora de festa". Foi assim que o presidente da Câmara de Condeixa-a-Nova, o socialista Jorge Bento, classificou, ontem, a reabertura do espaço. E explicou porquê: "Esta obra toca-nos a todos, sobretudo aos mais velhos e àqueles que cá trabalharam há uns anos e não se sentiam bem quando passavam na rua e viam o estado de degradação deste edifício".
A revitalização do Pólo II dos Serviços Municipais - assim é designado, agora - custou pouco mais de um milhão de euros, valor suportado, em parte (256 mil euros), pelo Estado, através da Direcção-Geral das Autarquias Locais. O restante saiu dos cofres da Câmara, que aguarda, ainda, financiamento do Quadro Estratégico de Referência Nacional (QREN).
Aos jornalistas, no final da sessão, Jorge Bento frisou que o importante é "a obra estar feita": "Fazemos obras porque precisamos delas. Esta far-se-ia sempre, com ou sem financiamentos".
"A rua estava morta"
No entender do presidente da Câmara, este investimento representa, também, uma injecção de energia e de esperança na Rua 25 de Abril, das mais pujantes, até ter entrado em declínio. "O movimento que estes serviços vão trazer à rua vai permitir um dinamismo comercial", defendeu Jorge Bento, numa cerimónia a que o secretário de Estado da Administração Local, José Junqueiro, fez questão de comparecer.
Oposição e comerciantes parecem estar de acordo quanto aos benefícios desta intervenção. João Viais, da bancada do PSD na Assembleia Municipal, aplaudiu o investimento, "atendendo à dinamização do comércio local" que deverá implicar. "Não é um exagero. É uma mais-valia para o concelho, uma recuperação importante. O edifício estava degradado, a rua estava morta", declarou, ao JN, à margem da sessão.
Lucinda Domingues, a trabalhar no café "Economia do Lar" desde há mais de 20 anos, sorri ao falar dos tempos em que os Paços do Concelho eram ali ao lado. "Ai, tomara que esses tempos voltassem! A rua tinha muito movimento. A nossa esperança é que volte", contou, ao JN. Mesmo em frente ao edifício renovado fica, há 32 anos, a loja de ferragens, tintas jornais e revistas de Avelino Almeida. Tem a mesma opinião: "A rua era das mais movimentadas, depois saiu de cá tudo. Acreditamos que, agora, as coisas vão melhorar".
