
Ministros com reitor Jorge Ventura
Foto: Eduardo Pinto
Governo confirma avanços, mas resolver impasse na eleição do novo reitor é decisivo para o arranque.
A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) pode começar a formar médicos no ano letivo 2026/2027. É a expectativa da ministra da Saúde e do ministro da Educação, Ciência e Inovação, que esta quarta-feira reuniram, em Vila Real, com a equipa reitoral que está a liderar o processo e com responsáveis regionais da área da saúde. Todavia, para que seja uma realidade é necessário resolver o impasse na eleição de uma nova reitoria.
À saída do encontro, o Ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, disse que "o objetivo da UTAD é abrir o mestrado de integrado em Medicina em 2026/2027" e que a reunião de hoje serviu para "definir o método para se começar a elaborar o contrato-programa que vai criar as condições para que esse mestrado funcione com todas as condições necessárias".
A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, afirmou que aquele curso vai ter "enorme importância" para a Saúde em Portugal. Por um lado, porque "forma mais médicos, que são necessários". Por outro, porque vão ser formados no Interior do país, onde "é preciso que, após a formação, possam criar aqui raízes".
Ao mesmo tempo, pretende-se que se consiga "desenvolver a Unidade Local de Saúde de Trás-os-Montes e Alto Douro", que tem os hospitais de Vila Real, Chaves e Lamego, e 23 centros de saúde. Daí que, segundo Ana Paula Martins, o Ministério da Saúde esteja "muito apostado em criar todas as condições", nomeadamente em termos de financiamento e requalificação das instalações e de equipamentos, para acolher os estudantes de Medicina.
Segundo Fernando Alexandre, a UTAD tem condições para "começar a funcionar no primeiro e no segundo anos" do curso. Ressalvou, porém, que quando se abre um curso a perspetiva tem de ser para todo o ciclo de formação de seis anos. Os próximos meses serão, por isso, decisivos. O ministro considerou que se trata de um projeto "importantíssimo para esta Universidade e para a região, nomeadamente porque vai ter um potencial de impacto na qualidade dos serviços de saúde prestados".
Os próximos meses também serão decisivos para resolver o impasse institucional que mantém a UTAD sem reitoria eleita há vários meses. "Já estão marcadas as eleições [24 de fevereiro de 2026] e esse momento é fundamental para que avance esta formação", sublinhou Fernando Alexandre. Até porque, frisou, o novo curso vai ter "um contrato-programa que vai exigir recursos muito significativos" e é necessária "uma equipa que esteja perfeitamente legitimada para poder assumir esse compromisso".
Vinhos e queijo são marca da UTAD
A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro apresentou esta quarta-feira a oitava coleção de vinhos e um queijo. É uma iniciativa que celebra o talento dos antigos estudantes e evidencia a excelência da formação agroalimentar da instituição. Maria Ciríaco (queijo), Diogo Campilho (vinho branco), Luís Patrão (vinho tinto), Ana Urbano (vinho do Porto) e José Miranda (espumante) assinaram os produtos que integram o "UTAD Alumni Wine & Cheese Collection" de 2025.
