
Árvore de Natal de Ermesinde é uma das principais atrações do concelho de Valongo nesta época
Foto: Carlos Carneiro
Parque urbano, no concelho de Valongo, enche-se com centenas de pessoas para ver as iluminações de Natal e árvore com 55 metros de altura.
O pequeno Vasco, que é ainda um bebé de 21 meses, não há de guardar na memória os vertiginosos 55 metros de altura e as luzes caleidoscópicas da árvore de Natal imensa que voltou a acender-se anteontem no meio do Parque Urbano de Ermesinde, deixando-o encantado, mas o pai trata de ir fixando o momento no telemóvel.

É apenas por um instante que o bebé desvia a atenção do carrossel de cores que o fascina, para oferecer um sorriso doce à câmara com que António Cruz o enquadra ao colo da mãe, Vera, enquanto milhares de luzes montadas em cone iluminam o parque.

Para Rodrigo e Tomás, os irmãos mais velhos de Vasco, aquela que o município de Valongo garante ser "a maior árvore de Natal do país" já não é novidade, mas ambos confessam gostar do espetáculo. E da animação, que há de levá-los de novo ao "Natal no Parque" quando as barraquinhas do mercado abrirem e, sobretudo, quando for instalada a pista de gelo. É que os dois adolescentes da Maia são jogadores de hóquei - Rodrigo, de 16 anos, em Paços de Ferreira, e Tomás, de 12, em Valongo -, revela o pai, explicando, assim, a paixão dos jovens pelos patins.
Chegam os primos e os avós dos três irmãos, e, então, a fotografia que registam para a posteridade do segundo Natal de Vasco é já mais preenchida, com a árvore gigante ao fundo.

"Dá vida e cor"
Entre a multidão que enchera o parque para assistir à inauguração da iluminação de Natal está Manuela Oliveira, uma fã declarada da árvore de Ermesinde, que "é a maior". Segue pelo parque com o carrinho onde dorme embalado o sobrinho-neto, apesar da música que ecoa por todo o espaço, e com o resto da família. "Isto está muito bonito, digno de se ver. E parece um mundo, cheio de pessoas. Dá vida e cor", elogia, rendida ao ambiente e à descomunal altura da árvore, que risca o céu com uma estrela.

Tal como a família da Maia, prometem voltar ao parque, mas já mais perto do Natal, "para ver as casinhas", diz Catarina Oliveira, sobrinha de Manuela e mãe do bebé de oito meses que já se deliciara com o festival de luzes coloridas antes de mergulhar num sono profundo. "Estava consolado, a olhar", sorri a tia-avó do pequeno.

Voltam no final do mês
Armanda Lopes, mãe de Catarina, também nunca falha a inauguração das luzes de Ermesinde, e nem lhe poupa elogios, mas confessa que é a árvore do Porto a que mais a entusiasma. "É mais antiga, e tem mais emoção. Quando as luzes da câmara começam a acender, arrepio-me. Adoro; é um espetáculo muito bonito", diz.

Dentro e fora do parque de Ermesinde apontam-se telemóveis às alturas, na tentativa de enquadrar os 55 metros da árvore no ecrã, e na tenda dança-se ao sabor do concerto de gospel, enquanto o corrupio de visitantes se vai diluindo com o adensar do frio e a aproximação do jantar.
Entretanto, aguarda-se pelo "final do mês", para voltar ao parque urbano de Ermesinde e ver "a abertura das barracas e a casa do pai Natal", promete António Cruz.

