Leilosoc: há 25 anos a transformar leilões em soluções de mercado

Fundada em 2000, a empresa cresceu da recuperação de ativos à liderança no setor dos leilões em Portugal. O presidente da Leilosoc, Carlos Gomes, diz que a missão é "ser uma solução para um problema". Hoje conta com clientes internacionais e abre diálogo com o Governo sobre a regulamentação do setor.
Com 25 anos, Carlos Gomes fundou a Leilosoc. Não era um sonho de infância, nem estava nos planos, mas sentiu a faísca e a curiosidade depois de assistir a um leilão em Guimarães. "Para mim, foi uma novidade, gostei. Fiquei curioso. Tentei procurar um bocadinho mais e percebi que podia ser um bom projeto de vida. E foi aí que tudo começou", revela.
"A possibilidade de sermos uma solução para um problema" foi o que despertou a curiosidade em relação ao setor. "No início da Leilosoc, centrámos muito a nossa atividade na dívida, na recuperação de ativos, que é exatamente o que permite ressarcir credores que estão numa situação mais debilitada, por via de algum projeto que correu mal. E a Leilosoc permite exatamente isso", sublinha, "criar condições para que o que correu mal no passado possa ser resolvido e reintegrado num novo projeto empresarial e no mercado", afirma.
Duas décadas e meia depois, os leilões continuam a ser uma das principais atividades da empresa, hoje mais digitais do que presenciais. Mas o presidente da Leilosoc não esquece como a empresa que fundou foi pioneira na organização de leilões. "Toda a dinâmica ─ desde a forma como apresentamos o evento no mercado, como identificamos os bens, o marketing, publicidade e divulgação que desenvolvemos à volta dos processos ─ foi algo inovador, criado pela Leilosoc", sublinha.
O líder da empresa destaca ainda dois tipos de serviços que, atualmente, definem o trabalho da Leilosoc, a começar por "todo o processo de avaliação de ativos: o acompanhamento que fazemos a esses parceiros para a promoção da dívida". "Depois temos outra parte do mercado, que são aqueles clientes que estão interessados em ativos e que obviamente nós segmentamos e direcionamos em função dos interesses do mercado e desses clientes", adianta.
Os clientes estão espalhados pelo mundo e a ambição da empresa já ultrapassou fronteiras. Além de Portugal, a Leilosoc tem presença em Angola e Moçambique.

Leilosoc fala com o Governo para dinamizar o setor
"Nós temos a preocupação de acrescentar valor ao setor", afirma Carlos Gomes, que revela que já começou a dialogar com o Governo para transformar a atividade dos leilões em Portugal. "Achamos que é a altura de rever a regulamentação do setor leiloeiro. Foi algo que foi feito em 2015, há 10 anos."
"Estamos a apostar muito nessas conversações com o Governo para que este setor seja mais regulado, mais acompanhado e até mais fiscalizado, para salvaguarda de todos os players que estejam de forma responsável no mercado. Acreditamos que isso vai acontecer e, acontecendo, vamos ter um setor mais coeso e mais forte", defende.
"O Governo ouviu-nos, percebeu, demonstrou-nos que tem todo o interesse em que este assunto seja devidamente clarificado e regulamentado, portanto, estamos agora a analisar a forma de o fazer. Esperamos rapidamente ter a resposta e esperamos que a resposta seja positiva", adianta.
"A Leilosoc permite criar condições para que o correr mal no passado possa ser resolvido e reintegrado no mercado".
Desafios, liderança e oportunidades levam funcionários a ficar na empresa
Na Leilosoc trabalham cerca de 60 pessoas e a média de idades ronda os 35 anos, apesar de haver quem acompanhe a empresa há quase duas décadas.
É o caso de Olinda Varela, 58 anos, que está na empresa desde 2008. Está no departamento jurídico e é funcionária com mais anos de casa. Revela que o que a mantém na empresa é o desafio que encontra todos os dias."Acaba por haver sempre coisas novas. Esta empresa nunca é monótona porque a nossa atividade leva a isso", afirma.
Olhando para o passado, uma das memórias que fica "mais na retina" é de quando a empresa FDO (Ferreira do Órgão) foi a leilão. "Foi em 2012, em Braga. Foi um leilão presencial que nós fizemos, em que bloqueamos a cidade com a afluência do público. O leilão durou das 9h para quase à meia-noite. Foi o maior leilão que nós fizemos até hoje", recorda.
Outras lembranças vão para alguns dos ativos que já passaram pela empresa. "A primeira farmácia que nos apareceu para vender, a primeira escola de condução, este género de coisas que é sempre um desafio porque temos que ir à procura da legislação aplicável a cada um desses setores."
O consultor Bruno Morais de 33 anos está na Leilosoc há quase 2 anos e confessa que não pensa em procurar outra oportunidade. "A área de Direito de que eu mais gosto é o direito de insolvência. Como a Leilosoc é a líder no mercado dos leilões, estar na empresa de referência acaba por ser sempre cativante e é isso que me mantém aqui", sublinha.
Isabel Meireles tem 31 anos, trabalha no marketing da Leilosoc e acredita que os leilões podem também ser uma mais-valia para a geração mais jovem. "Para encontrar a casa, encontra-se aqui, às vezes, apartamentos a preços mais baixos do que no mercado, por exemplo, por isso acho que podia ser uma boa aposta também para os jovens que querem comprar a casa. Eu, do lado dos meus amigos, tento divulgar", diz com um sorriso.
A Leilosoc foi fundada no ano de 2000 e conta com uma equipa experiente e motivada. A empresa multidisciplinar continua focada no crescimento, na responsabilidade e na proximidade com os clientes, porque, no final do dia, todos na empresa estão dispostos a dar mais por uma solução que ajude as pessoas.


