
Empoderada e loira, aos 46 anos, atriz brasileira revisita a personagem que marcou gerações
Foto: Deborah Secco/Instagram
Entre tabus e tendências digitais, a atriz regressa ao papel que marcou a carreira e adapta a história aos novos comportamentos e à realidade da exposição online. Deborah Secco vive uma fase de empoderamento e mudança, pronta para provocar novas conversas e renovar o impacto de "Bruna Surfistinha".
Deborah Secco festejou 46 anos no final de novembro e assinala a nova idade com um desafio que muitos julgavam encerrado: está de volta ao papel que a eternizou no cinema brasileiro. "Bruna Surfistinha 2" chega aos cinemas no final de 2026 e, garante a atriz, pretende provocar tanto quanto emocionar.
Durante a Comic Con, em São Paulo, Deborah admitiu que o convite para regressar mexeu com ela. "Nunca imaginei fazer uma sequência, tinha medo de como iria ser recebido, mas conseguimos entregar algo surpreendente", confessou, entusiasmada com o projeto.
A ligação do público à personagem permanece fortíssima. "Muitas pessoas param-me na rua e sabem as frases do filme de cor", contou. Para delírio dos fãs, partilhou uma fala do novo guião: "Se antes eu queria dar, agora eu quero receber."
Quase década e meia depois, o tema continua urgente. O sexo ganhou novas camadas com as redes sociais e plataformas digitais que aproximam o conteúdo adulto do quotidiano. "É outra forma de olhar para o mesmo", explicou Deborah, sublinhando que a história mergulha em assuntos que ainda geram preconceito. "Há temas que continuam a merecer ser falados. É uma potente história para ser contada ainda."
Novo visual
O realizador Marcus Baldini reforçou a dimensão cultural da protagonista. "É lindo ver como a Bruna pertence ao imaginário de toda a gente", disse, confiante de que o público está preparado para uma visão atualizada dessa mulher que se tornou ícone.
A preparação trouxe também mudanças externas. Deborah assumiu um loiro pensado para esta nova fase e reconhece que o visual a surpreendeu: "Este loiro trouxe-me uma elegância diferente. Talvez fique com ele mais tempo." A filha, Maria Flor, aprovou com entusiasmo e o namorado, o produtor musical Dudu Borges, igualmente.
Apesar de críticas ao regresso, a atriz mantém o foco. "O hate [ódio] existe, mas é cruel alguém sentir-se superior ao outro. Somos todos iguais, apesar dos nossos acertos e erros", sublinha. Para a artista, a história continua necessária e merece ser revisitada com maturidade. Com metade das filmagens concluídas, Deborah garante que o público sairá surpreendido e a pensar sobre os próprios preconceitos.

