
Impacto cultural de Beyoncé vai ser estudado na universidade
Foto: Facebook/ Beyoncé
Depois de se tornar a artista mais nomeada da história dos Grammy, com 99 indicações, Beyoncé é tema de um novo curso superior da Universidade de Yale, EUA. As aulas arrancam no próximo semestre e o programa foca a história e cultura afro-americana através do repertório da intérprete de “Single Ladies”.
A evolução da sociedade leva à introdução de novas temáticas nas faculdades e a música já provou que tem muita matéria para desenvolver. Taylor Swift, Bad Bunny, Miley Cyrus e Lana del Rey já eram estudados, somando-se agora Beyoncé, com um novo curso na Universidade de Yale, em Connecticut, EUA.
“Beyoncé faz História: História, Cultura, Teoria e Política da Tradição Radical Negra através da Música” tem início marcado para o próximo semestre, e será ministrado pela escritora norte-americana e especialista em estudos afro-americanos Daphne Brooks.
O programa vai mergulhar na carreira da "Queen Bey", de 43 anos, e o impacto cultural da mesma, examinando como influenciou na consciencialização sobre doutrinas sociais e políticas. O objetivo é ensinar sobre a história e a cultura afro-americana através da sua música.
“Esta é a primeira oportunidade que tenho de dedicar um curso inteiro à surpreendente mudança sociopolítica e intelectual no repertório de Beyoncé”, afirmou Daphne Brooks, ao jornal "The Guardian".
A autora explicou ainda que pretende “explorar o trabalho” da cantora e perceber como “a memória histórica, as políticas e filosofia feministas e de libertação negras” foram evoluindo ao longo da última década.
“O número de avanços e inovações que ela (Beyoncé) executou e a maneira como ela entrelaçou história, política e colheu as influências da vida cultural negra para a sua estética de performance e a utilização da sua voz como um portal para pensar sobre história e política — simplesmente não há ninguém como ela", sublinhou também Daphne Brooks, em declarações ao "Yale Daily News".

