
Estrela norte-americana falou sobre a evolução profissional ao longo dos anos e admitiu ter curiosidade em conhecer Portugal
Foto: SIC/Tribeca Lisboa
A eterna estrela das comédias românticas está em Lisboa, no Tribeca Festival, onde lembrou que esta "é uma boa altura para celebrar a arte".
Aos quase 64 anos, a atriz norte-americana Meg Ryan, que se tornou numa referência mundial graças à participação em filmes dos anos 80 e 90, como "Um amor inevitável" e "Sintonia de amor", estreou-se em Portugal esta quinta-feira, na 2.ª edição do Tribeca Lisboa.
A também realizadora veio participar numa das conversas do evento - um debate com Catarina Furtado sobre o processo de envelhecimento sob os holofotes, que aconteceu no primeiro dia do festival. A estrela de Hollywood falou do seu percurso de mais de quatro décadas, garantiu manter a forma com caminhadas e ciclismo, contou que queria ser jornalista em vez de atriz, elogiou a arte do cinema e da realização, e lembrou ainda Diane Keaton, falecida há dias e com quem trabalhou em "Linhas cruzadas". "Ela era uma maravilha a contemplar", recordou.
Os filmes "reconfortam"
Antes, Ryan deu uma conferência de imprensa onde dissertou sobre reinvenção no cinema e comédias românticas. "Fiz uns 40 filmes e talvez uns oito sejam comédias românticas. E parece ser desses que as pessoas se lembram, mas tenho muito orgulho nisso", disse, explicando ser importante "a sensação de que tudo vai ficar bem, que o Mundo vai ficar bem, que as pessoas se apaixonam". Falando da filha de 21 anos, que adora o género, a atriz lembrou que são filmes "reconfortantes". "Muitas pessoas dizem-me que os vêm quando estão doentes", acrescentou, dirigindo elogios à escritora e realizadora Nora Ephron (1941-2012), com quem trabalhou em "Sintonia de amor" e "Você tem uma mensagem". "Ela usava o género como comentário social. Era do seu tempo e era também intemporal", frisou.
Sobre Portugal, a atriz admitiu aos jornalistas ser a sua estreia: "Cheguei ontem [quarta-feira] à noite, mesmo depois da vossa tempestade. Ainda não vi muito mas, do que vi, estou a adorar", confessou, entre risos, garantindo querer passear, sair à noite e ir à Nazaré, por causa do documentário "100 foot wave", sobre as famosas ondas gigantes. "Nem sei se estão a rebentar, estão? Aquilo é real?", questionou, maravilhada.
Em 2023, a atriz lançou o segundo filme como realizadora, "What happens later", para a Netflix. Sobre esse novo papel - que admite tê-la tornado melhor atriz - e sobre a reinvenção em geral, Meg Ryan acredita que a idade não é um travão. "Nunca somos velhos demais para nos reinventarmos. É preciso imaginação, fé e boa companhia", atirou a artista, que veio ao Tribeca com gosto. "É fantástico o que a arte consegue fazer. Estou aqui para apoiar como puder, esta é uma boa altura para celebrar a arte. A arte, não a guerra. O que pudermos fazer para aumentar a empatia, eu alinho", sublinhou.
