"Não me arrependo disso". Príncipe Harry expressa orgulho pelo Reino Unido apesar de viver nos EUA

Foto: Jeremy Selwyn/AFP
O príncipe Harry, que reside na Califórnia, pediu, esta quarta-feira, que as pessoas não se esqueçam dos veteranos militares, ao mesmo tempo que expressou o seu orgulho duradouro de ser britânico.
Harry fez os seus comentários antes da cerimónia anual de homenagem aos mortos de guerra do Reino Unido, no domingo. O príncipe, que serviu duas vezes no Afeganistão, disse que, embora agora viva no estrangeiro, "a Grã-Bretanha é, e sempre será, o país pelo qual servi e lutei com orgulho". E enumerou algumas das coisas que adora no seu país: "As brincadeiras no refeitório militar, no clube, no pub, nas bancadas (do estádio) - por mais ridículo que possa parecer, são estas coisas que nos tornam britânicos", disse. "Não me arrependo disso. Adoro", acrescentou.
O filho mais novo do rei Carlos III, de 41 anos, está afastado da família desde que deixou os deveres reais com a mulher Meghan há cinco anos.
Num texto pessoal, o príncipe disse ter testemunhado "coragem e compaixão nas condições mais adversas imagináveis" durante o seu tempo nas Forças Armadas. "Mas também vi como pode ser fácil, depois de o uniforme ser retirado, para aqueles que deram tudo, sentirem-se esquecidos", disse. Incentivou as pessoas a baterem à porta dos veteranos e a "juntarem-se a eles para um chá ou uma cerveja" para ouvirem as suas histórias e "lembrá-los que o seu serviço ainda importa".
Após deixar o exército, Harry fundou os Jogos Invictus, um evento desportivo de grande visibilidade para soldados e veteranos feridos. A cerimónia anual não se trata de "glorificar a guerra". "Trata-se de reconhecer o seu custo: as vidas transformadas para sempre e as lições aprendidas através de sacrifícios inimagináveis", acrescentou.
A relação de Harry e a família ficou mais tensa quando o príncipe se afastou dos deveres reais em 2020 e, posteriormente, publicou a sua autobiografia "Spare". O livro, um sucesso de vendas lançado em janeiro de 2023, desagradou ao Palácio de Buckingham com as suas críticas a familiares, incluindo a mulher do irmão William, Kate Middleton, e a madrasta, a rainha Camilla. Desde então, manifestou a esperança de uma "reconciliação" e, em setembro, encontrou-se com o pai em Londres.
Carlos, de 76 anos, está a ser tratado a um cancro, cujo diagnóstico foi anunciado no início de 2024.
A nação vai homenagear os mortos de guerra este domingo, numa cerimónia no Cenotáfio, no centro de Londres.
