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Big Brother: Teresa Guilherme de volta à casa e sem regras

Big Brother: Teresa Guilherme de volta à casa e sem regras

Não houve conferência de Imprensa e pouco se sabe sobre "Big brother - A revolução" que, logo à noite, estreia na TVI. Entre as poucas certezas está o regresso de Teresa Guilherme ao formato de que foi a primeira apresentadora, há 20 anos, em Portugal.

O convite partiu de Cristina Ferreira, a atual diretora de Entretenimento e Ficção da estação de Queluz de Baixo, e surpreendeu Teresa. "Não estava nada à espera", confessou, em conversa com Manuel Luís Goucha, desejando que hoje Cristina "fique orgulhosa da escolha". A apresentadora partilhou ainda uma "ansiedade natural" por desejar que "as coisas corram bem".

Teresa Guilherme tem noção de que "as pessoas querem que seja diferente, mas também que seja igual". "Elas têm saudades de me ver, mas também querem algo diferente", afirmou, prometendo "armadilhas para o público e também para os concorrentes".

Numa versão mais interativa através das redes sociais, "nada será como esperado". As nomeações voltam a ser às terças-feiras, depois de terem sido aos domingos na edição anterior, conduzida por Cláudio Ramos, mas "as regras podem ir mudando e é uma verdadeira aventura", avisou a comunicadora, já com o dedo no ar como lhe é característico.

"Escolha variada"

Os 19 participantes são, segundo Teresa Guilherme, reflexo de "uma escolha muito variada" e que lhe agrada. Do que já sabe, a apresentadora sentiu que, até pela situação pandémica por causa da covid-19, "as pessoas querem começar de novo". A luxuosa moradia da Ericeira será, de novo, a casa mais vigiada do país, mas há mudanças ao nível da decoração e não só. Algumas têm a mão de Teresa, que olha para as audiências como "uma pessoa gigante que merece todas as atenções". Para ela, estar à frente deste programa é a "celebração", pois foi a 3 de setembro de 2000 que o reality chegou ao nosso país para mudar a televisão. "não fiz nenhum contrato com a TVI. Não quis... Não se tratou de um compromisso de voltar à televisão, mas sim de voltar ao "Big brother"", assegurou, reclamando "a essência do programa".

Fanny junta-se a Pedro Crispim mas Ana Garcia Martins é dúvida

A par do que se passa na casa, os "extras" somam mais ingredientes e os comentadores também ganham popularidade. Na edição anterior, as intervenções de Ana Garcia Martins, autora do blogue "A pipoca mais doce", deram muito que falar e todos aguardam com expectativa se vai repetir a dose. Até ao momento, estão confirmados Pedro Crispim, Susana Dias Ramos e a estreante Fanny no "Extra", apresentado por Maria Botelho Moniz. Os diários continuam com Mafalda Castro no papel principal.

Marta Cardoso

6.ºlugar no "Big brother 1"

Foi há 20 anos que Marta Cardoso saiu do anonimato como uma das concorrentes do primeiro reality show. "Agora é muito diferente, mas a essência mantém-se, pois o que faz o programa são as pessoas. O que vai mudando é o que se passa fora da casa e que é um jogo paralelo. No meu tempo não havia redes sociais, nem um canal 24 horas", considera a agora agente imobiliária. Na edição que hoje estreia, Marta é comentadora residente e também fará "triagem das imagens para comentar".

Mário Ribeiro

5.º lugar no "Big brother 1"

Em 2000, Mário Ribeiro celebrizou a frase "Tás a ver". Tinha 19 anos e "fazia sentido participar naquela altura". Duas décadas depois, "não sei como seria a minha vida se não tivesse participado", admite, numa fase em que tem três solários, uma clínica de estética avançada e uma empresa de PT. Depois da fama, esteve preso por roubo e outros crimes, mas garante que nunca se sentiu estigmatizado: "Acho que consegui provar que o que aconteceu também foi por ser figura pública".

Liliana Matos

12.ª no "Big brother 2"

Não esteve muito tempo fechada no programa, mas Liliana Matos deixou a sua marca. Desses tempos, tem "muitas boas memórias", principalmente "as brincadeiras com o Maurício e a Elsa", de quem é amiga. Atualmente, é comercial num stand automóvel e sente que as pessoas ainda a reconhecem. "É incrível como o programa mudou mesmo a TV em Portugal", destaca, notando que, em 2001, eram "todos muito mais interessantes, com educação, formação e cultura. Muito mais genuínos e ingénuos também".

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