
Adelino Meireles/Global Imagens
O PS acusou, esta quinta-feira, o Governo de erros "desastrosos" na Educação, Ensino Superior e Ciência, considerando que o maior foi o "escandaloso desmantelamento" do programa Novas Oportunidades.
Intervindo na Assembleia da República numa interpelação ao Governo, o deputado socialista Rui Santos afirmou que o Governo "tirou das mãos a centenas de milhares de portugueses" o direito de ter um futuro melhor.
Quase um ano depois de ter iniciado funções, continua sem se conhecer o estudo de avaliação do programa, reclamou o deputado, salientando que apesar disso, o Governo pôs "na rua" os formadores das Novas Oportunidades.
Depois de apontar progressos de uma "década ganha", como a redução do abandono e a chegada a níveis europeus dos números da qualificação dos portugueses, Rui Santos afirmou que em dez meses de Governo se fizeram "graves e perigosos retrocessos".
"O que levou 10 anos a construir na Educação e Ciência em Portugal, o Governo tem vindo a destruir, de forma sistemática, nos últimos 10 meses", afirmou.
Apontando a revisão curricular, Rui Santos afirmou que foi feita com "preconceito ideológico" e exemplificou com os exames de final de quarto ano que "o ministro Nuno Crato, na sua imensa sabedoria, resolveu agora inventar" apesar de nenhum país da Organização para Cooperação e Desenvolvimento, a que Portugal pertence, os ter.
Quanto ao ensino superior, acusou o Governo de atacar a autonomia com "a absurda lei dos compromissos", indicando que até os reitores pedem ao executivo para "parar de atrapalhar".
O deputado defendeu que se deve garantir a escolaridade efetiva até aos 18 anos e reduzir até 2020 a taxa de saída precoce do ensino para 10%.
Rui Santos defendeu ainda que o aumento para 40% de diplomados entre 30 e 40 anos deve ser outra meta a prosseguir.
