Cavaco "convida" empresas do sudeste asiático a examinarem privatizações da ANA e da TAP

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O Presidente da República, Cavaco Silva, fez este domingo um apelo, em Singapura, às empresas do sudeste asiático para que examinem "cuidadosamente" as potencialidades de Portugal, nomeadamente os processos de privatização da TAP e da ANA.
No seu primeiro ponto da agenda oficial em Singapura, o chefe de Estado reuniu-se com representantes do Conselho Empresarial Português de Singapura, a quem pediu que lembrem aos parceiros locais a recetividade de Portugal ao investimento estrangeiro.
Cavaco Silva lembrou que está em curso em Portugal um processo de privatizações, tendo já sido privatizadas duas empresas da área elétrica, a EDP e a REN, em que, lembrou, as empresas asiáticas "atuaram com bastante força".
"Está neste momento em preparação a privatização da ANA e da TAP e portanto os concursos são abertos, são transparentes. Confiamos que uma região das mais dinâmicas do mundo, que é a região do sudeste asiático, possa examinar cuidadosamente as potencialidades do país", apelou.
O chefe de Estado pediu ainda aos empresários portugueses em Singapura que deem a conhecer a outros empresários portugueses a sua experiência de sucesso, de forma a encorajá-los a "vencer as distâncias".
Perante os empresários do CESP, uma organização criada no ano passado para desenvolver os contactos entre os vários empresários portugueses presentes em Singapura e dinamizar as oportunidades de negócio, Cavaco Silva apontou uma característica comum entre esta cidade-Estado e Portugal.
"São países entre continentes e entre oceanos. Singapura tem sido capaz de aproveitar bem esta sua localização privilegiada. Nós nem por isso", afirmou, lembrando que tem insistido na importância estratégia do mar em Portugal.
Realçando que pelo aeroporto e portos de Singapura passam anualmente 140 milhões de pessoas, Cavaco Silva recordou que já existe uma ligação forte deste território a Portugal, através da presença da empresa PSA no Porto de Sines, cujo potencial considerou poder vir a aumentar muito nos próximos anos.
"Portugal é o país mais perto de África, das Américas e, com a inauguração do novo canal do Panamá em 2014, fica também com o porto de águas profundas mais perto da Ásia", realçou.
Numa intervenção no início de uma receção aos quadros portugueses em Singapura, o Presidente da República reiterou o apelo que tem feito ao longo dos vários pontos da sua deslocação (que começou em Timor-Leste e prosseguiu na Indonésia e Austrália).
"Dada a excelência que vos caracteriza, cabe-vos um especial dever de serem os diplomatas do Portugal real, contribuindo para que o nosso país consiga ultrapassar da melhor forma as adversidades do presente", pediu.
