
Vítor Rios/Global Imagens
O presidente da República afirmou, esta sexta-feira, que Portugal quer que 2013 fique "marcado pela recuperação da economia", atribuindo um papel importante à diplomacia portuguesa no combate à recessão, tal como já aconteceu em 2012.
"O ano de 2013, que agora começou, vai ser igualmente um ano muito exigente, um ano difícil. Queremos contar com o vosso profissionalismo, a vossa competência, o vosso empenho, para que Portugal consiga ultrapassar a fase de recessão em que a nossa economia tem estado mergulhada", disse Cavaco Silva, dirigindo-se aos embaixadores portugueses no mundo e acreditados junto de instituições internacionais, que hoje foram ao Palácio de Belém desejar-lhe um bom ano novo.
"Queremos que o ano de 2013 seja marcado pela recuperação da economia portuguesa, o que só pode acontecer pela via do aumento das exportações, do aumento do turismo, do aumento do investimento privado, do aumento do investimento direto estrangeiro. E sei bem como é importante para alcançar resultados positivos nestes domínios o papel da nossa diplomacia", acrescentou, perante uma audiência em que estava incluindo o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas.
O Presidente da República destacou que 2012 "foi um ano difícil e exigente para Portugal", mas que também houve "alguns sinais positivos" e que "é muito provável que o ano que terminou seja aquele que registará um superavit nas contas externas de bens e de serviços, o que não acontecia há muitas e muitas décadas".
"Para este resultado foi relevante o papel desempenhado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros", sublinhou, destacando a seguir que "a diplomacia portuguesa enfrentou com sucesso vários desafios no ano 2012", como a "presença digna" no Conselho de Segurança das Nações Unidas ou a "presença ativa na negociação de defesa dos interesses de Portugal junto das instituições europeias" e dos "parceiros europeus".
O chefe de Estado acrescentou ainda que "foi impressionante o número de acordos que foram celebrados por Portugal no ano que terminou, com destaque para os acordos no domínio da dupla tributação, da maior importância para as empresas portuguesas com ambição internacionalizadora".
Em 2013, a diplomacia portuguesa "tem à sua frente desafios importantes", disse, referindo a candidatura ao Comité dos Direitos Humanos e ao Comité do Património Mundial, as "negociações permanentes no quadro das instituições europeias" e outras com os parceiros europeus, a presidência do Fórum 5+5, a continuação das celebrações do Ano de Portugal no Brasil e do Brasil em Portugal ou a segunda conferência da língua portuguesa.
"Estou convencido de que a nossa diplomacia irá enfrentar com sucesso esses desafios", afirmou, antes de elogiar de novo Paulo Portas pela escolha do Seminário Diplomático deste ano, que decorre em Lisboa, subordinado ao tema "Projetar Portugal".
Para o presidente, Portugal tem de projetar-se como um "país credível", de "coragem nos momentos difíceis", com "espírito de tolerância", que "é moderno" e "onde existe um ambiente favorável aos negócios" e "boas oportunidades de investimento".
Cavaco Silva pediu ainda uma "atenção particular" dos diplomatas portugueses "a esse ativo extraordinário" que são as comunidades portuguesas e que "podem dar um contributo valioso para a projeção da imagem de Portugal".
