Os delegados à VI Convenção do Bloco de Esquerda aprovaram este sábado duas alterações estatutárias para clarificar aspectos processuais internos, e rejeitaram uma proposta para formar uma organização juvenil bloquista.
Uma das alterações aprovadas por maioria estabelece que a comissão de direitos dá um parecer prévio sobre as contas do partido e das campanhas eleitorais antes de serem aprovadas pela Mesa Nacional.
A outra, igualmente aprovada por maioria, clarifica que "compete às coordenadoras concelhias e distritais a direcção do movimento nas respectivas áreas", afirmou à Lusa Pedro Soares, da comissão organizadora do congresso.
As duas propostas foram apresentadas por Helena Carmo, subscritora da moção B, alternativa à da direcção bloquista.
Os delegados rejeitaram por maioria uma proposta para criar uma coordenadora nacional e uma conferência nacional de jovens, que seria composta por aderentes até aos 30 anos.
A proposta foi rejeitada pela maioria dos delegados. Pedro Soares argumentou que consagrar uma organização juvenil bloquista seria "retirar a juventude do debate do Bloco".
"Seria uma espécie de ´jota´do Bloco. Achamos desde o princípio que a imagem que as `jotas´ têm é a de jovens quadros que se posicionam para velhas tarefas".
Outra proposta rejeitada propunha acabar com o voto por correspondência para as eleições internas do BE e para pôr fim à existência de sanções disciplinares, introduzidas nos Estatutos há quatro anos.
