
Costa e Seguro partem para as primárias praticamente empatados no que toca ao apoio dos líderes distritais. Acabou por ser Braga a desempatar o 9-9 registado ao fim da noite de sexta-feira, com Joaquim Barreto a vencer a eleição para a Federação Socialista de Braga.
António Costa manteve, sábado, a vantagem que tinha conseguido nas eleições federativas de sexta-feira. Mas, por sua vez, António José Seguro somou aos distritos de Viana, Bragança, Guarda e Baixo Alentejo, os de Vila Real, Coimbra, Santarém e Viseu. Além disso, conta ainda com o presidente reeleito no distrito do Porto, José Luís Carneiro, apesar de, neste caso, ter de dividir a vitória com os apoiantes de António Costa, que entraram numa lista de consenso à Federação.
A última distrital a ficar decidida foi a de Braga, com os votos a penderem para Joaquim Barreto, apoiante de Costa. Com esta vitória, a ala de António Costa parte para esta eleição com vantagem, que será no mínimo simbólica.
António Gameiro, atual líder da distrital de Santarém afeto a Seguro, ganhou com cerca de 59%, segundo adiantaram ao JN fontes das duas tendências, quando ainda não estavam totalmente apurados os resultados desta eleição, que decorreu durante dois dias. Uma exceção no mapa socialista.
O líder de Viseu também foi reconduzido. A candidatura de António Borges, outro segurista, contava ter, perto da hora do fecho das urnas, até 70%. Também este candidato esteve envolvido numa polémica, quando o seu adversário, Acácio Pinto (apoiante de Costa) apresentou uma queixa por alegada violação da privacidade do voto.
Pedro Coimbra, líder do PS/Coimbra, foi outro segurista a manter o lugar. À hora de fecho desta edição, previa-se uma vantagem entre 500 a 600 votos relativamente a Mário Ruivo, mas este candidato recordou ao JN que está em cima da mesa uma impugnação do ato eleitoral. Francisco Rocha (Seguro) conseguiu cerca de 95% em Vila Real.
José Sócrates criticou, entretanto, o facto da direção do PS ter marcado as eleições para as federações antes das primárias, obrigando a uma longa campanha. No seu entender, foi esse o fator que motivou os vários incidentes que estão a marcar este processo interno do PS, nomeadamente "a questão dos mortos". O antigo primeiro-ministro, que apoia António Costa, considerou que a vitória de Marcos Perestrello em Lisboa, com mais de 80% dos votos, é um sinal inequívoco de reforço no apoio ao autarca lisboeta.
