
Jornalista Felícia Cabrita na comissão de Ética
MÁRIO CRUZ/LUSA
Felícia Cabrita, jornalista do semanário Sol, que assinou textos sobre as escutas do caso Face Oculta, considera “muito estranho que o procurador-geral da República venha à liça com tanta frequência fazer uma defesa do primeiro-ministro.”
Ouvida hoje, sexta-feira, na comissão parlamentar de Ética sobre o exercício da liberdade de expressão, a jornalista estranhou que Pinto Monteiro tenha usado nas últimas declarações públicas que fez “exactamente as mesmas expressões” que José Sócrates, ao dizer que não há indícios criminais contra o chefe do Governo.
Ainda num tom crítico em relação a Pinto Monteiro, Felícia Cabrita deixou a pergunta: “Não há elementos suficientes para se abrir um inquérito? Se com tudo isto e com o mais que há o procurador-geral da República não deveria ter aberto um inquérito?”.
Ao responder a questões dos deputados sobre se tem sido alvo de pressões, a jornalista afirmou não ser “pressionável” mas que, desde a investigação do caso Casa Pia, tem sido vítima de “um plano sórdido para denegrir” a sua imagem. “Usaram de forma muito vil o facto de ser mulher”, garantiu.
