
A diretora-geral do FMI, Christine Lagarde, elogiou "a posição forte" de Portugal para completar a consolidação orçamental e garantiu que o Fundo vai "trabalhar de perto" com as autoridades portuguesas para ultrapassar "os problemas que permanecem".
"As autoridades portuguesas estabeleceram um histórico forte de implementação de políticas para atacar os problemas estruturais de longa duração do país. Este é um bom augúrio quando Portugal sai do programa apoiado pela União Europeia e pelo Fundo Monetário Internacional", disse Christine Lagarde, numa nota escrita emitida pela instituição.
A diretora-geral do FMI destacou ainda que, "embora permaneçam incertezas e desafios, Portugal está agora numa posição forte para completar a consolidação das finanças públicas e aprofundar ainda mais as reformas estruturais, que são essenciais para alcançar um crescimento sustentado e [para a] criação de emprego".
Já a Comissão Europeia indicou que "tomou nota" da decisão anunciada pelo Governo português de sair do programa de assistência financeira sem recurso a qualquer programa cautelar e garantiu que apoiará o país nesta sua "escolha soberana".
Numa declaração divulgada em Bruxelas, o vice-presidente Siim Kallas -- que substitui temporariamente Olli Rehn à frente da pasta dos Assuntos Económicos, dado o comissário finlandês se encontrar em campanha eleitoral -- disse estar ciente de que "as autoridades portuguesas avaliaram cuidadosamente todos os parâmetros relevantes da situação económica e financeira do país ainda de tomarem esta decisão".
