
Passos Coelho está acompanhado de todos os ministros na Assembleia da República, para o debate quinzenal, cuja interpelação inicial pertence ao CDS. Governo presente em força para uma sessão que promete ser tensa.
O primeiro-ministro Pedro Passos Coelho está acompanhado de todos os ministros do Governo, o que não é habitual, esta sexta-feira de manhã, para o debate quinzenal no Parlamento, o primeiro após o anúncio das novas medidas de austeridade e das divergências públicas entre os parceiros de coligação.
No debate quinzenal que decorre no mesmo dia para o qual o Presidente da República, Cavaco Silva, convocou o Conselho de Estado, coube ao CDS-PP ser o primeiro a colocar questões ao primeiro-ministro, tendo formalmente indicado que as perguntas incidirão sobre "questões económicas, sociais e de soberania", com Nuno Magalhães a tomar a palavra às 10.05 horas, apenas cinco minutos após a hora marcada.
O PSD informou que questionará o chefe de Governo sobre o "cumprimento do programa de assistência financeira e políticas sociais e económicas", tendo o PS indicado como tema "a situação do país".
O PCP interrogará Passos Coelho sobre "questões económicas e questões sociais", "Os Verdes sobre "questões sociais e económicas" e o BE acerca de "políticas sociais, economia e relações internacionais".
O debate quinzenal acontece um dia depois de PSD e CDS-PP terem reafirmado, após uma reunião entre as direções dos dois partidos, o seu empenho numa "coligação forte" e num "governo coeso", e decidido criar um Conselho de Coordenação da Coligação para "melhorar os níveis de articulação entre as direções dos partidos, os grupos parlamentares e o Governo".
Esta reunião aconteceu a convite do PSD depois de a comissão política nacional social-democrata ter defendido ser "fundamental clarificar a relação entre os partidos da coligação", que considerou ter sido "afetada" pelas decisões dos órgãos internos do CDS-PP.
No passado domingo, após reuniões da Comissão Política e Conselho Nacional, o presidente do CDS-PP e ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, assumiu a divergência dos democratas-cristãos em relação às alterações à Taxa Social Única (TSU), anunciadas pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, quando a missão de avaliação da "troika' (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional) estava em Lisboa.
