O Ministério da Administração Interna vai colocar nas novas tabelas remuneratórias 13.751 elementos da GNR e 2.395 da PSP e os primeiros abrangidos são os 5.068 militares ultrapassados nos salários pelos novos membros.
A colocação dos 16.146 elementos das forças de seguranças nas novas tabelas remuneratórias, que já entraram em vigor em janeiro de 2010, terá um custo anual de cerca de 13,7 milhões de euros.
Fonte do Ministério da Administração Interna disse à agência Lusa que os 5.068 elementos da Guarda Nacional Republicana vão ser integrados nas novas tabelas remuneratórias após a aprovação do orçamento rectificativo de 2011, medida com um custo anual de cerca de 2,4 milhões de euros.
O MAI refere que a prioridade é dada a estes guardas, uma vez que ficaram ultrapassados em termos salariais com a entrada dos novos membros da GNR, que iniciaram funções na passada segunda-feira.
Os restantes membros da GNR e os 2.395 elementos da Polícia de Segurança Pública vão ser integrados nas novas tabelas remuneratórias "à medida da disponibilidade orçamental", adiantou a mesma fonte.
De acordo com o MAI, estes polícias e guardas são aqueles que já estavam no posto a que tinha direito, mas ainda não tinha sido integrados nas novas tabelas.
Na PSP, esta situação abrange 2.078 agentes e chefes e 317 oficiais, tendo um impacto de cerca de 2,7 milhões de euros anuais.
Na GNR, vão ser 8.377 guardas e sargentos e 306 oficiais, tendo um custo anual de cerca de 6,1 milhões de euros.
Para o MAI, a resolução desta questão trata-se da "eliminação das principais distorções salariais provocadas pela integração no novo estatuto remuneratório das forças de segurança".
Os agentes da PSP e os militares da GNR têm desenvolvido ações de luta pela aplicação das novas tabelas remuneratórias nas duas forças de segurança, tendo em conta que há profissionais que já foram colocados nos novos índices remuneratórias em 2010 e outros, a maioria, ainda não transitaram, uma questão que o atual Governo herdou do anterior executivo socialista.
