Criado em 1988, depois das autoridades britânicas falharem em indiciar suspeitos de uma série de escândalos financeiros, o Serious Fraud Office (SFO) é um braço do governo britânico que tem o poder não só de investigar como também de indiciar suspeitos sem, para isso, estar dependente da Procuradoria da Rainha.
Esta agência investiga apenas casos de fraude superiores a 1 milhão de libras (1.08 milhões de euros) e, embora trabalhe em coordenação com a SOCA (Agência para crime sério e organizado) é uma organização independente e classificada como uma agência governamental e não policial.
Os seus agentes não têm, por isso, poder de detenção e dependem de agentes de outras forças para colaborarem em determinados casos.
Ontem, este gabinete escusou-se a comentar o comunicado da PGR, segundo o qual a Polícia inglesa usa "alegados factos" que lhe foram transmitidos em 2005 pelas autoridades portuguesas.
Por seu lado, fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros britânico confirmou estar em contacto com o SFO para dar resposta ao comunicado da PGR, sem, no entanto, clarificar quando ou que tipo de resposta será dada.
Correspondente em Londres
