Cerca de três dezenas de manifestantes em protesto contra a agregação da freguesia do Rabaçal, Penela, concelho onde este domingo o primeiro ministro inaugurou um hotel, manifestaram-se à chegada de Passos Coelho, sem se registarem incidentes.
O primeiro-ministro chegou cerca das 11:00, tendo passado de carro pelos manifestantes, que se concentravam junto à estrada a cerca de 150 metros da entrada da unidade hoteleira e permaneceram em silêncio, mostrando bandeiras do concelho, da freguesia e de Portugal.
Ouvida pela Lusa, Maria Marmé, presidente da junta do Rabaçal, manifestou-se contra a intenção do Governo e do "secretário de Estado [da Administração Local], Paulo Júlio", ex-presidente da Câmara de Penela, porque "querem agregar" a freguesia a São Miguel e Santa Eufémia.
Reclamou que o Rabaçal "tem um património rico", exemplificando com o queijo, "que é mais conhecido do que Penela".
No mesmo local, um casal com a filha vestiram-se e pintaram-se de palhaços, mostrando um cartaz onde se lia "a palhaçada instalada" contra a política governamental e o estado atual do país.
"Estas inaugurações e reuniões são uma palhaçada-mor" disse a mulher, que recusou identificar-se, afirmando apenas que o grupo é natural de Penela.
Já o companheiro frisou que no concelho "só existe trabalho institucional, uma fábrica e pouco mais", apontando a dificuldade em conseguir emprego na região.
Após a entrada do primeiro-ministro, os manifestantes percorreram, a pé, cerca de 100 metros até à entrada do parque de estacionamento do hotel, onde foram barrados pela GNR.
"Ficamos aqui, somos pacíficos, não queremos guerras, queremos paz", indicou a presidente da junta do Rabaçal.
