
Paulo Portas
Nuno Veiga / Lusa
O presidente do CDS-PP considerou "possível" vencer o PS nas legislativas de 2015 e recordou que foram os socialistas que conduziram Portugal ao resgate financeiro e que este Governo é que acabou com a etapa da "excecionalidade".
"Os portugueses sabem que foi o PS que trouxe Portugal à bancarrota, ao memorando, à 'troika' e à dose de austeridade que se seguiu e também à recessão", realçou Paulo Portas, em declarações aos jornalistas no final do Conselho Nacional do partido, em Elvas.
Mas, segundo o líder do CDS-PP, os portugueses "precisam de saber algo mais do que o passado, precisam de saber o que é o futuro", até porque o país, graças ao atual Governo de coligação com o PSD, "venceu a etapa da excecionalidade".
"Às vezes é preciso fazer esta homenagem à memória, que havia quem defendesse o segundo resgate, o segundo empréstimo, o segundo memorando e a segunda 'troika'", disse.
O CDS, frisou, "foi sempre muito claro contra essa posição", pois, "um só resgate, um só memorando, uma só 'troika' já chegou e bastou, aprendemos as lições".
Neste Conselho Nacional realizado na cidade alentejana, que esteve "completamente cheio", segundo o líder centrista, foi dado o "pontapé de saída na construção das ideias para o futuro" por parte do partido, ou seja, para os próximos quatro anos.
"Vivemos nesta legislatura um tempo de excecionalidade", mas "o país venceu essa excecionalidade" e "caminha agora para uma situação de maior normalidade".
E, por isso, "é preciso que o CDS faça o seu trabalho de casa" para "selecionar aquelas que são ideias consistentes sobre os principais problemas de futuro do país e construir o seu programa para a próxima legislatura e o próximo mandato", afirmou.
Uma próxima legislatura e mandato que, de acordo com o líder do CDS-PP, vão ser marcados "não pela recessão, mas por crescimento económico" e em que, se não forem cometidos "erros", "haverá criação de emprego", o que permitirá "ir reduzindo aquele é o maior problema social no país, que é a questão do desemprego".
Daí que o CDS-PP esteja apostado em "construir um programa para o futuro", insistiu o líder do partido, considerando ser "possível" vencer o PS.
"Vencer o PS não apenas no argumento do passado, que é muito pesado e é por isso que as pessoas têm bastante receio", pois, " PS significa repetição dos erros", mas também vencer os socialistas "do ponto de vista da competição por boas ideias e boas propostas para o futuro".
E isso, argumentou, "pode ser feito autonomamente", com um programa próprio do CDS-PP, ou "pode ser feito em aliança", com o "contributo" do partido.
