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O vice-presidente do PSD, Jorge Moreira da Silva, disse este domingo esperar que o PS esteja disponível para rever as leis eleitorais a curto prazo, dada a realização de eleições em 2013.
"Esperamos que o Partido Socialista esteja disponível para concretizar, no curto prazo, a revisão das leis eleitorais, para ter-mos um exercício do poder local mais eficiente, dado que não podem ser alteradas em cima das eleições", afirmou.
Moreira da Silva falava na Curia, distrito de Aveiro, no encerramento da 2.ª universidade do poder local, organizada pelo PSD, JSD e Grupo Europeu do PSD, onde defendeu uma nova geração de políticas para o poder local, que reforcem a participação, mantenham serviços com menos recursos e apostem no empreendedorismo.
"Mais do que a necessidade de uma nova geração de protagonistas, tem de haver uma nova geração de políticas", preconizou.
Dirigindo-se a jovens possíveis candidatos da JSD, o primeiro vice-presidente do PSD enumerou os desafios que se colocam nas autárquicas de 2013, que na sua perspetiva devem ser uma "oportunidade para reforçar a democracia e a participação", procurando contrariar o afastamento das pessoas da política e das instituições.
O vice-presidente do PSD sugeriu que deve haver um maior envolvimento dos cidadãos e participação direta nas decisões de base local, nomeadamente com referendos locais e orçamentos participativos.
A inovação de políticas sociais e a manutenção ou melhoria de serviços prestados, sem comprometer o equilíbrio orçamental são também desafios para quem for eleito, apontou.
"O preço a pagar (para equilibrar as contas) não pode ser a redução da qualidade do serviço e do acesso das pessoas a esse serviço", disse.
Fazer do poder local "um espaço amigo do empreendedorismo" deve ser também um dos objetivos dos futuros autarcas porque "os municípios são fatores de crescimento" e "o combate ao desemprego não se faz apenas com políticas públicas de base nacional".
Outras ideias que deixou na cerimónia de encerramento foram a de um novo modelo de desenvolvimento territorial, porque "falta comunicação" entre os diferentes instrumentos de planeamento, e fazer da qualidade ambiental uma grande oportunidade para os municípios, nomeadamente pela aposta na eficiência energética de base local.
