Conheceu na sexta-feira a escola, onde começa amanhã o 10º ano, em Lisboa. Filipe Porto não conseguiu 'pregar o olho' três dias antes da informal apresentação. Hoje o cenário pode repetir-se. "É sempre assim. Passo a noite a pensar que o despertador já tocou e não durmo", disse. "É uma escola diferente e percebi que há praxes".
Noutro campo, professora de Biologia, Fernanda [pede a omissão do apelido] admitiu o seu maior receio. "Tenho medo de me ver confrontada com miúdos que queiram usar um portátil na aula. Passei os 40 anos e pouco percebo de PC's", garantiu. Já Armando Pereira, docente de História, em Lisboa, lembrou que "o medo é coisa do passado". "Mas recordo a ansiedade que era a incógnita de se desconhecer a colocação e a matéria a leccionar", frisou.
Para a psicóloga Sónia Pereira, a presença de ansiedade relacionada com a escola, no início do ano escolar, é considerada normal. "No entanto, é importante que se distinga esta ansiedade de uma perturbação realmente grave que deve ser tratada: a fobia escolar", complementa.
Segundo a colaboradora do blogue "projectocresceraprender" [ver em cima estratégias sugeridas por si], os sintomas são semelhantes. "A ansiedade normal tem tendência para desaparecer, enquanto que a fobia escolar vai aumentando a sua gravidade ao longo do ano, aparecendo associada a sintomas físicos como as dores de barriga, dores de cabeça, diarreia", exemplificou.
