Os dois suspeitos detidos pela Polícia Judiciária do Porto por suspeitas de ter ateado dois incêndios em Baião e em Cinfães foram colocados em prisão preventiva. Entretanto, a PJ de Coimbra deteve outro homem suspeito de fogo posto.
O primeiro suspeito, de 31 anos, de Baião, está indiciado por ter ateado um fogo com recurso a um isqueiro numa zona de mato e floresta, pelas 23.55 horas do passado sábado, sendo certo que naquela zona têm deflagrado outros incêndios, em dias anteriores estando ainda aquele indiciado pela autoria de um outro incêndio ocorrido na noite de 7 de agosto.
Segunda-feira, a PJ explicou que "o detido, solteiro, trabalhador agrícola, sem antecedentes criminais, não apresenta qualquer motivação racional para a prática dos factos em investigação, para além de uma forte compulsão pelo atear de incêndios".
Também no caso do indivíduo de Cinfães, de 42 anos, solteiro e reformado por invalidez, a PJ não encontrou motivos racionais para explicar o fogo posto. O suspeito ateou fogo numa zona de mato e floresta, com recurso a um isqueiro, causando um incêndio florestal de grandes proporções, superior a 100 hectares. Também neste caso, a PJ acredita que este indivíduo possa ter, em dias anteriores, ateados outros incêndios.
Entretanto, a PJ anunciou, esta manhã de terça-feira, a detenção de outro indivíduo, de 19 anos, suspeito de fogo posto, com a colaboração da GNR de Santa Comba Dão
O homem, solteiro, sem profissão, será responsável pelo incêndio que lavrou ontem à tarde, na localidade de Vila Pouca, Concelho de Santa Comba Dão.
"O suspeito, agindo num quadro de alcoolismo crónico, usando dois fósforos, ateou um foco de incêndio numa zona de mato e de eucaliptos, contígua a mancha florestal e a uma zona residencial, pondo em perigo estas, causando um fogo que consumiu cerca de 50 m2", adianta a PJ em comunicado.
No corrente ano a Polícia Judiciária procedeu já à identificação e detenção de 43 pessoas pela autoria do crime de incêndio florestal.
