Michel Canals e Nicolas Figueiredo libertados sob caução no "caso Monte Branco"
Os arguidos do "caso Monte Branco" Michel Canals e Nicolas Figueiredo foram colocados em liberdade mediante caução, por proposta do Ministério Público ao Tribunal Central de Instrução Criminal.
Fonte ligada ao processo referiu que face aos elementos probatórios do processo, à abrangência da investigação e ao comportamento de Canals e Figueiredo, o Ministério Público propôs na quarta-feira ao juiz do TCIC, Carlos Alexandre, uma atenuação da medida de coação, tendo os dois arguidos, que estavam em prisão preventiva, saído em liberdade mediante o pagamento individual de uma caução de 200 mil euros.
Em causa no processo estão suspeitas de branqueamento de capitais e fraude fiscal através de uma sociedade gestora de fortunas, estando ainda o empresário e arguido Francisco Canas, com ligações à rede suíça, em prisão preventiva.
A fonte disse à Lusa que o inquérito "ainda está longe da conclusão", admitindo que nesta fase da investigação seja "normal" que o Ministério Público guarde informação e que não exiba todos os elementos probatórios.
A operação Monte Branco surgiu em maio, envolvendo o Ministério Público e a Inspeção Tributária, traduzindo-se na detenção, entre outros arguidos, de Michel Canals, antigo quadro do banco suíço UBS, e de Nicolas Figueiredo, seus sócio na Akoya Asset Management, sedeada em Genebra.
Os clientes de Canals seriam empresários, políticos, autarcas, futebolistas e industriais interessados em fugir ao fisco.
Michel Canals foi gestor de conta na UBS do antigo líder parlamentar do PSD Duarte Lima, que é arguido num outro processo (alegada fraude relacionada com o BPN)e que esteve em prisão preventiva antes de ficar em prisão domiciliária, com pulseira eletrónica, também sob proposta do MP.
O caso está a ser investigado pelo procurador Rosário Teixeira do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP).
